julho 06, 2009

LIMITES...



CRIANÇA PRECISA DE LIMITES QUE AS PROTEJAM.


DAR LIMITES É...-Ensinar que os direitos são iguais para todos.-Ensinar que existem OUTRAS pessoas no mundo.-Fazer a criança compreender que seus direitos acabam onde começam os direitos dos outros.-Dizer "sim" sempre que possível e "não" sempre que necessário.-Só dizer "não" aos filhos quando houver uma razão concreta.-Mostrar que muitas coisas podem ser feitas e outras não podem ser feitas.-Fazer a criança ver o mundo com uma conotação social (con-viver) e não apenas psicológica (o meu desejo e o meu prazer são as única coisas que contam).-Ensinar a tolerar pequenas frustrações no presente para que, no futuro, os problemas da vida possam ser superados com equilíbrio e maturidade (a criança que hoje aprendeu a esperar sua vez de ser servida à mesa amanhã não considerará um insulto pessoal esperar a vez na fila do cinema ou aguardar três ou quatro dias até que o chefe dê um parecer sobre sua promoção).-Desenvolver a capacidade de adiar satisfação (se não conseguir emprego hoje, continuará a lutar sem desistir ou, caso não tenha desenvolvido esta habilidade, agirá de forma insensata ou desequilibrada, partindo, por exemplo, para a marginalidade, o alcoolismo ou a depressão).-Evitar que seu filho cresça achando que todos no mundo têm de satisfazer seus mínimos desejos e, se tal não ocorrer (o que é mais provável), não conseguir lidar bem com a menor contrariedade, tornando-se, aí sim, frustrado, amargo ou, pior, desequilibrado emocionalmente.-Saber discernir entre o que é uma necessidade dos filhos e o que é apenas desejo.-Compreender que direito à privacidade não significa falta de cuidado, descaso, falta de acompanhamento e supervisão às atividades e atitudes dos filhos, dentro e fora de casa.-Ensinar que a cada direito corresponde um dever e, principalmente:Dar exemplo! Quem quer ter filhos que respeitem a lei e os homens tem de viver seu dia-a-dia dentro desses mesmos princípios, ainda que a sociedade tenha poucos indivíduos que agem dessa forma.


DAR LIMITES NÃO É...-Bater nos filhos para que eles se comportem.-Quando se fala em limites, muitas pessoas pensam que significa aprovação para dar palmadinhas, bater ou até espancar.-Fazer só o que vocês, pai ou mãe, querem ou estão com vontade fazer.-Ser autoritário, dar ordens sem explicar o porquê, agir de acordo apenas com seu próprio interesse, da forma que lhe aprouver, mesmo que a cada dia sua vontade seja inteiramente oposta à do outro dia, por exemplo.-Deixar de explicar o porquê das coisas, apenas impondo a "lei do mais forte".-Gritar com as crianças para ser atendido.-Deixar de atender às necessidades reais (fome, sede, segurança, afeto, interesse) dos filhos, porque você hoje está cansado.-Invadir a privacidade a que todo ser humano tem direito.-Provocar traumas emocionais, humilhações e desrespeito à criança. -Toda criança tem capacidade de compreender um "não" sem ficar com problemas, desde que, evidentemente, este "não" tenha razão de ser e não seja acompanhado de agressões físicas ou morais. -O que provoca traumas e problemas emocionais é, em primeiro lugar, a falta de amor e carinho, seguida de injustiça, violência física.-Bater nos filhos é uma forma comum de violência física, que, em geral, começa com a palmadinha leve no bumbum. Texto extraído livro:"Limites Sem Trauma" de Tânia Zagury.

PREPARANDO O PORTFÓLIO

Portfólio é uma estratégia importante para melhor conhecer e entender o progresso de cada aluno à medida que o tempo passa.
Coleção de variedades de trabalhos organizados para documentar o desenvolvimento da criança.

TIPOS DE PORTFÓLIO

1 - Portfólio Particular
2 - Portfólio de Aprendizagem
3 - Portfólio Demonstrativo

1 - Portfólio Particular
Compilação pessoal (registros pessoais do professor ou da criança)

2 - Portfólio de Aprendizagem
Utilizado para reflexão sobre a prática e comunicação com os pais

3 - Portfólio Demonstrativo
União do portfólio particular e de aprendizagem
É utilizado pela escola e por todos professores

PORTFÓLIO DE APRENDIZAGEM

Contém:
Anotações, rascunhos e esboço preliminar de projetos em andamento, amostras de trabalhos e diário de aprendizagem da criança.

Esse material é de consulta da criança e do professor e pode ser guardado em arquivos com repartições ou guardados em prateleiras por ordem alfabética.


PORTFÓLIO DEMONSTRATIVO

É composto de amostras representativas de trabalhos que demonstram os avanços importantes da criança ou problemas persistentes.
Os pais também podem escolher itens para o portfólio demonstrativo.
No final do ano ele é apresentado para a professora da série seguinte.

Contém:
Fotografias, gravações, desenhos, cópias de relatos narrativos dos alunos, trabalhos artísticos, pesquisas, produções diversas e diários de aprendizagem.


PASSOS PARA MONTAGEM DE PORTFÓLIO

1 - Estabelecer uma política de portfólio;
2 - Coletar amostras de trabalhos;
3 - Tirar fotografias;
4 - Conduzir entrevistas;
5 - Realizar registros sistemáticos;


POLÍTICA DE PORTFÓLIO:

É um propósito definido e claro
É um conjunto de regras para a coleta dos itens a serem guardados (regras relacionadas com a missão, objetivos curriculares e programa de ensino da escola)


DESENVOLVIMENTO DA POLÍTICA

= É necessário:
* Conhecimento das crianças (individualmente);
* Conhecimento sobre o desenvolvimento infantil;
* Conhecimento de como a criança constrói o conhecimento;
* Conhecimento sobre diversidade.

= É necessário:
* Conhecer os propósitos da escola (missão e objetivos);
* Conhecer a proposta de trabalho para as crianças
(o que se pretende ensinar e o que se espera da criança)


ITENS DO PORTFÓLIO

+ Amostra de trabalhos;
+ Trabalhos artísticos;
+ Produtos de avaliação de desempenho;
+ Fotografias;
+ Diários de aprendizagem;
+ Registros escritos;
+ Entrevistas com a criança;
+ Registros sistemáticos;
+ Registros de caso;
+ Registros de reuniões de análise de portfólio;
+ Relatos narrativos.


DIÁRIO DE APRENDIZAGEM

Nome: Professora:
Data: Ano/Série:

O que tenho aprendido:

O que quero Aprender mais:

Planejo Fazer:

Comentários do professor:


AMOSTRA DE TRABALHO

(Comentário da criança)
Nome: Data:
Trabalho:

Como fiz esse trabalho:

O que gosto nele:

O que gostaria de mudar nele:

Quero tentar fazê-lo de novo


AMOSTRA DE TRABALHO

(Comentário do professor)
Nome: Data:
Trabalho:

___ Iniciado pelo professor ____ Iniciado pela criança

Habilidade/conceito:

Referência:
____ Iniciante _____ Em desenvolvimento

____ Domínio ______ Avançado
Obs.


REGISTRO DE CASO

Nome: Data:

Evento:

Situação:

Detalhes:

Comentários:



REGISTRO SISTEMÁTICO

Nome: Data:
Observador: Hora:

Atitude ou comportamento:

Situação:

Detalhes:

Razão para observação:

Comentários:

Documentação através de álbuns
Comentários das crianças (em forma de texto)
Eu critico:
Eu felicito:
Eu proponho:

Opinião dos alunos sobre os trabalhos realizados, leituras feitas e textos produzidos


(opinião em forma de texto)


POLÍTICA DISCUTIDA

Coleta de material para o portfólio:

Desenvolvimento do esquema corporal
Desenvolvimento do Desenho
Desenvolvimento da escrita
Interpretação de textos
Produção de textos
Problemas


OBSERVAÇÕES
Todo o material deve conter:

O nome da criança;
Data em que foi elaborado;

Identificação da fase de referência do trabalho;
Observações da professora sobre o trabalho;
Observações da criança

Bibliografia Consultada:

Manual de Portfólio. SHORES Elizabeth et al. Artmed.Porto Alegre 2001.

A expressão Livre no Aprendizado da Língua Portuguesa- Pedagogia Freinet. SANTOS, Maria Lúcia. Editora Scipione São Paulo 1993.

PERFIL ESPECÍFICO DO DESEMPENHO PROFISSIONAL DO EDUCADOR DE INFÂNCIA


Decreto Lei n.º 241/2001 de 30 de AgostoI - Perfil do educador de infância1 - Na educação pré-escolar, o perfil do educador de infância é o perfil geral do educador e dos professores do ensino básico e secundário, aprovado em diploma próprio, com as especificações constantes do presente diploma, as quais têm por base a dimensão de desenvolvimento do ensino e da aprendizagem daquele perfil.2 - A formação do educador de infância pode, igualmente, capacitar para o desenvolvimento de outras funções educativas, nomeadamente no quadro da educação das crianças com idade inferior a 3 anos.II - Concepção e desenvolvimento do currículo1 - Na educação pré-escolar, o educador de infância concebe e desenvolve o respectivo currículo, através da planificação, organização e avaliação do ambiente educativo, bem como das actividades e projectos curriculares, com vista à construção de aprendizagens integradas.2 - No âmbito da organização do ambiente educativo, o educador de infância:a) Organiza o espaço e os materiais, concebendo-os como recursos para o desenvolvimento curricular, de modo a proporcionar às crianças experiências educativas integradas;b) Disponibiliza e utiliza materiais estimulantes e diversificados, incluindo os seleccionados a partir do contexto e das experiências de cada criança;c) Procede a uma organização do tempo de forma flexível e diversificada, proporcionando a apreensão de referências temporais pelas crianças;d) Mobiliza e gere os recursos educativos, nomeadamente os ligados às tecnologias da informação e da comunicação;e) Cria e mantém as necessárias condições de segurança, de acompanhamento e de bem-estar das crianças.3 - No âmbito da observação, da planificação e da avaliação, o educador de infância:a) Observa cada criança, bem como os pequenos grupos e o grande grupo, com vista a uma planificação de actividades e projectos adequados às necessidades da criança e do grupo e aos objectivos de desenvolvimento e da aprendizagem;b) Tem em conta, na planificação do desenvolvimento do processo de ensino e de aprendizagem, os conhecimentos e as competências de que as crianças são portadoras;c) Planifica a intervenção educativa de forma integrada e flexível, tendo em conta os dados recolhidos na observação e na avaliação, bem como as propostas explícitas ou implícitas das crianças, as temáticas e as situações imprevistas emergentes no processo educativo;d) Planifica actividades que sirvam objectivos abrangentes e transversais, proporcionando aprendizagens nos vários domínios curriculares;e) Avalia, numa perspectiva formativa, a sua intervenção, o ambiente e os processos educativos adoptados, bem como o desenvolvimento e as aprendizagens de cada criança e do grupo.4 - No âmbito da relação e da acção educativa, o educador de infância:a) Relaciona-se com as crianças por forma a favorecer a necessária segurança afectiva e a promover a sua autonomia;b) Promove o envolvimento da criança em actividades e em projectos da iniciativa desta, do grupo, do educador ou de iniciativa conjunta, desenvolvendo-os individualmente, em pequenos grupos e no grande grupo, no âmbito da escola e da comunidade;c) Fomenta a cooperação entre as crianças, garantindo que todas se sintam valorizadas e integradas no grupo;d) Envolve as famílias e a comunidade nos projectos a desenvolver;e) Apoia e fomenta o desenvolvimento afectivo, emocional e social de cada criança e do grupo;f) Estimula a curiosidade da criança pelo que a rodeia, promovendo a sua capacidade de identificação e resolução de problemas;g) Fomenta nas crianças capacidades de realização de tarefas e disposições para aprender;h) Promove o desenvolvimento pessoal, social e cívico numa perspectiva de educação para a cidadania.III - Integração do currículo1 - Na educação pré-escolar, o educador de infância mobiliza o conhecimento e as competências necessárias ao desenvolvimento de um currículo integrado, no âmbito da expressão e da comunicação e do conhecimento do mundo.2 - No âmbito da expressão e da comunicação, o educador de infância:a) Organiza um ambiente de estimulação comunicativa, proporcionando a cada criança oportunidades específicas de interacção com os adultos e com as outras crianças;b) Promove o desenvolvimento da linguagem oral de todas as crianças, atendendo, de modo particular, às que pertencem a grupos social e linguisticamente minoritários ou desfavorecidos;c) Favorece o aparecimento de comportamentos emergentes de leitura e escrita, através de actividades de exploração de materiais escritos;d) Promove, de forma integrada, diferentes tipos de expressão (plástica, musical, dramática e motora) inserindo-os nas várias experiências de aprendizagem curricular;e) Desenvolve a expressão plástica utilizando linguagens múltiplas, bidimensionais e tridimensionais, enquanto meios de relação, de informação, de fruição estética e de compreensão do mundo;f) Desenvolve actividades que permitam à criança produzir sons e ritmos com o corpo, a voz e instrumentos musicais ou outros e possibilita o desenvolvimento das capacidades de escuta, de análise e de apreciação musical;g) Organiza actividades e projectos que, nos domínios do jogo simbólico e do jogo dramático, permitam a expressão e o desenvolvimento motor, de forma a desenvolver a capacidade narrativa e a comunicação verbal e não verbal;h) Promove o recurso a diversas formas de expressão dramática, explorando as possibilidades técnicas de cada uma destas;i) Organiza jogos, com regras progressivamente mais complexas, proporcionando o controlo motor na actividade lúdica, bem como a socialização pelo cumprimento das regras;j) Promove o desenvolvimento da motricidade global das crianças, tendo em conta diferentes formas de locomoção e possibilidades do corpo, da orientação no espaço, bem como da motricidade fina e ampla, permitindo à criança aprender a manipular objectos.3 - No âmbito do conhecimento do mundo, o educador de infância:a) Promove actividades exploratórias de observação e descrição de atributos dos materiais, das pessoas e dos acontecimentos;b) Incentiva a observação, a exploração e a descrição de relações entre objectos, pessoas e acontecimentos, com recurso à representação corporal, oral e gráfica;c) Cria oportunidades para a exploração das quantidades, com recurso à comparação e estimativa e à utilização de sistemas convencionais e de processos não convencionais de numeração e medida;d) Estimula, nas crianças, a curiosidade e a capacidade de identificar características das vertentes natural e social da realidade envolvente;e) Promove a capacidade de organização temporal, espacial e lógica de observações, factos e acontecimentos;f) Desperta o interesse pelas tradições da comunidade, organizando actividades adequadas para o efeito;g) Proporciona ocasiões de observação de fenómenos da natureza e de acontecimentos sociais que favoreçam o confronto de interpretações, a inserção da criança no seu contexto, o desenvolvimento de atitudes de rigor e de comportamentos de respeito pelo ambiente e pelas identidades culturais.

TÉCNICAS PARA CONTAR HISTÓRIAS







Para chamar a atenção das crianças para o começo da história podemos utilizar no corpo acessórios simples como um laço de fita na cabeça, uma maquiagem mais exótica, um chapéu de couro ou palha ou um laço no pescoço. Também podemos trazer nas mãos um fantoche, um objeto “misterioso” ( sua importância será desvendado no decorrer da história) ou se você for habilidosa(o) poderá confeccionar o personagem principal em espuma, madeira ou desenhá-lo num simples cartaz. Um exemplo prático: Para iniciar na sala de aula a história MENINA BONITA DO LAÇO DE FITA de Ana Maria Machado podemos trazer jabuticabas para sala de aula e oferecer às crianças... enquanto experimentam a fruta você pode introduzir a história dizendo que você conhece uma história em que um coelho apaixonado tentou comer muitas jabuticabas para ficar pretinho como a menina que ele tanto admirava... É sempre bom informar às mamães no dia anterior que traremos jabuticabas para as crianças pedindo autorização para experimentarem. “Antes prevenir que remediar”.Use a imaginação ao utilizar os recursos escolhidos.
A contação de histórias e sua importância
Contar histórias é ajudar a criança a criar asas e voar através da fantasia, a despertar a sua criatividade vislumbrando a vida de várias maneiras. Através das histórias é fácil a criança perceber que outros vivem o situações parecidas com a dela e desta forma ela se sente mais segura para falar sobre suas vivências.Os sentimentos que são vividos pelos personagens no decorrer das histórias são absorvidos pela criança como algo bom ou ruim e assim vão surgindo questionamentos sobre aquilo que ela sente e muitas vezes não consegue externar, como a raiva, a inveja ou o ciúme.Mostrar que existem outras culturas e que o seu modo de viver não é único, é algo que pode ser feito através da contação das histórias. Desta forma, a criança adquirire conhecimentos que “fora do contexto das histórias” se tornaria uma aula enfadonha. As histórias despertam o prazer pela leitura, pois a criança passa a buscar nos livros um caminho para encontrar outras aventuras como aquelas que a encantou. Valores como o perdão, a bondade, a compaixão e a honestidade são explorados no decorrer das histórias, auxiliando a consolidação de valores importantes na vida dos pequenos leitores.
FONTE:
Denise poetisa