maio 28, 2010

PROJETO FESTA JUNINA

Justificativa:


Este projeto visa integrar a comemoração da festa junina com o projeto que nossa escola já vem desenvolvendo: Resgate Social, o qual procura exercer a cidadania através de ações concretas, solidárias e participativas, em benefício e melhoria de vida.

Este projeto está dividido em quatro etapas: atividades em sala relacionadas à data, gincana, festa junina e festa junina solidária. As duas primeiras etapas vão acontecendo ao mesmo tempo.

Objetivos:

•Conhecer as características das festas juninas;

•Valorizar e demonstrar atitudes de respeito ao trabalho e ao homem do campo;

•Promover interesse e participação na gincana e na festa junina;

•Compreender a história da festa junina, bem como seu valor dentro do folclore brasileiro, destacando seus aspectos sociais e religiosos;

•Perceber a importância do trabalho em equipe e a união do mesmo;

•Promover uma festa junina para uma creche;

Etapas do desenvolvimento:

Atividades em sala de aula

Os professores de todas as disciplinas participarão do projeto desenvolvendo atividades em sala relacionadas com a data que estamos comemorando.


De Educação Infantil a 1ª série:

Português: Explorar a leitura de textos informativos, de poesias, músicas juninas, de texto formal e informal, bem como quadrinhas, caça-palavras e cruzadinhas. Montar um livrinho com as comidas e bebidas típicas juninas.

História: Conhecer a origem das festas Juninas e os Santos do mês. Conhecer o significado das danças típicas da festa junina, como a dança do-pau-de-fitas, quadrilha e outras.

Matemática e Ciências: Conhecer as comidas típicas junina e explorá-las no que se refere à quantidades, preços, tempo de duração da culinária, medidas de massa e fração.Fazer, como culinária, algumas das comidas típicas. Criar desafios envolvendo situações da festa junina, bem como a gincana que estamos desenvolvendo.

Artes: Produzir cartazes com as simpatias, receitas típicas e representações da festa. Ornamentar as salas e a escola.

Geografia: Localizar, geograficamente, os países que deram início às festas juninas, como França e Portugal. Fazer o mesmo no mapa do Brasil, destacando as regiões e a maneira como a festa junina é comemorada em cada uma delas.

Educação Física: Conhecer as danças típicas e apresentá-las na festa junina.


Festa Junina:
A festa será realizada na escola, no dia de 200_. Terá início às 19h00min horas. Nesta festa teremos barracas com brincadeiras, como boca do palhaço, pescaria, jogo da argola, barraca surpresa, correio elegante, barracas com comidas típicas, apresentações das danças, e o resultado do rei e rainha da festa.

Festa Solidária:
Outra etapa do projeto é a realização de uma festa junina solidária com uma creche da cidade. Os alunos irão até a creche para festejar e conhecer outras crianças. Neste dia entregaremos os biscoitos arrecadados durante a gincana, teremos musicas apresentadas pelos nossos alunos, e brincadeiras para alegrar nossa festa solidária. Será um momento de total integração entre os alunos da creche e os alunos da escola. Os alunos da escola e da creche estarão com desejo maior de conhecer o novo amigo.

Festa do Interior
Principal festas populares depois do carnaval, as festas juninas guardam resquícios de tradições ancestrais e é um retrato da diversidade cultural brasileira.

Quando chega o mês de junho, todos já sabem: São João vem aí. É hora de preparar os chapéus de palha e as bandeirolas, convidar compadres e comadres para dançar quadrilha, acender a fogueira, soltar rojão e se esbaldar de tanto comer pipoca, cocada e pé-de-moleque.

As festas juninas são as principais festas populares brasileiras depois do carnaval. São nossas típicas festas do interior. Graças às escolas de todo o país, essa tradição tem se mantido, fazendo com que nessa época do ano o Brasil rural contagie a nação e as crianças coloquem o “pé na roça”.

No mês de junho, o país se converte em um enorme arraial. Misto de quermesse e matrimônio, as festas juninas são paródias desses dois pontos altos do calendário de toda cidadezinha que se preze. De uma só vez, a cultura popular recria, à sua maneira, o casamento e a festa da padroeira. Nessas ocasiões, o caipira veste seu melhor paletó e a botina de passeio - aquela que aperta o dedão, acostumado ao chinelo. É dia de música, dança e mesa farta, tudo de que se precisa para que a festa não acabe antes do amanhecer.

Ainda que as festas juninas tenham ajudado a criar uma imagem estereotipada do homem do campo, questionada por muitos - um sujeito que fala errado, com dentes sujos, chapéu desfiado e calça na altura das canelas e cheia de remendos -, uma coisa é certa: elas preservaram de alguma forma todo o simbolismo dos folguedos anteriores à Era Cristã.

Tradição ancestral

As festas juninas são as guardiãs da tradição secular de dançar ao redor do fogo. Originalmente, o ponto alto dos festejos ao ar livre era o solstício de verão, em 22 de junho (ou 23), o dia mais longo do ano no Hemisfério Norte. As tribos pagãs também comemoravam dois eventos marcantes nessa época: a chegada do verão e os preparativos para a colheita. Nos cultos, celebrava-se a fertilidade da terra. Ao pé da fogueira, faziam-se oferendas, pedindo aos deuses para espantar os maus espíritos e trazer prosperidade à aldeia.

Atualmente, a celebração da fertilidade é representada pelo casório e pelo banquete que o segue e as oferendas deram lugar às simpatias, adivinhações e pedidos de graças que se fazem ao santos. O próprio balão leva as promessas a São João para se conseguir saúde ou dinheiro para quem ficou em terra. Porém, o santo mais requisitado é mesmo Santo Antônio de Pádua, que ganhou fama de casamenteiro, segundo reza a lenda, ao levar três irmãs solteiras ao altar. Uma das adivinhações consiste em cravar uma faca nova no tronco de uma bananeira. Com um pouco de imaginação, podem-se ver na lâmina os contornos da inicial do nome do futuro marido, desenhados pela seiva da árvore.

Caldeirão de culturas

As festas juninas são também um retrato das contribuições culturais de cada povo à cultura brasileira. Para fazer uma festa junina, deve-se cumprir à risca a seguinte receita:

Comemore as festas juninas conforme os moldes portugueses, isto é, celebre-as em três devotas prestações: 13 de junho, Santo Antônio; 24 de junho, São Pedro, primeiro papa - a "pedra" em que se fundou a Igreja Católica; e, por fim, 29 de junho, São João Batista, primo de Jesus responsável por seu batismo. Desde o século XIII, a festa de São João portuguesa, chamada "Joana", incluiu os dois outros santos.

Adicione uma colher de chá de tradição francesa. As quadrilhas são inspiradas em bailes rurais da França do século XVIII, em cujas coreografias os casais se cumprimentavam e trocavam de pares. Essas danças desembarcaram com a família real portuguesa em 1808. Até hoje, em alguns lugares, as evoluções são orientadas por palavras francesas aportuguesadas: promenade (passeio), changê (trocar), anavam (em frente), anarriê (para trás).

Para dar sabor, o toque final: culinária tipicamente indígena, com comidas feitas à base de milho - espigas cozidas, pamonha, canjica e bolo de fubá -, mandioca e coco.

Brincando com fogo

“... Ninguém matava, ninguém morria

Nas trincheiras da alegria

O que explodia era o amor."

A festa junina é assim mesmo como Moraes Moreira a descreve. Tudo acaba bem. O noivo fujão é puxado pelo colarinho e aceita sua noiva como legítima esposa. Dito o "sim", com a bênção do padre, o pai da noiva coloca de volta o revólver no cinturão.

Mas para quem resolve brincar com fogo nem sempre o final é feliz. Saltar fogueiras, driblar busca-pés e soltar balões já estragou a folia de muita gente. A destruição pode ser maior se o balão atingir a mata e provocar incêndios, especialmente em anos de prolongada estiagem como este.

Quando Isabel acendeu a fogueira e hasteou uma bandeirinha para anunciar o nascimento de seu filho, São João, a fogueira era sinal de bom presságio. Hoje, os guardas florestais se inquietam: onde há fogueira, há balões. Por isso, desde 1965, soltar balões é crime previsto pelo Código Florestal. Quem trocar os balões por inofensivas bombinhas e traques merece aquela prenda que está lá no alto do pau-de-sebo

Comemorar o mês de junho é um hábito antigo em várias partes do mundo. Nos países católicos da Europa, as festas juninas são uma tradição desde o século 4º. O primeiro nome que receberam, "joaninas", foi em homenagem a São João e acabou sendo modificado ao longo dos anos. "Os Santos Antônio e Pedro também são festejados em junho, mas São João sempre teve mais devotos no continente europeu. Por isso, a festa recebeu o nome dele", diz Maria do Rosário Tavares de Lima, vice-presidente da Associação Brasileira de Folclore.

O costume chegou ao Brasil junto com os colonizadores portugueses e acabou recebendo influências culturais de cada região. São vários os modos de comemorar as festas juninas de norte a sul.

Nordeste: No embalo do forró, as festas juninas são destaque em Campina Grande, na Paraíba, e Caruaru, em Pernambuco. Nessas cidades, elas duram um mês. Em Campina Grande, as principais atrações ficam por conta dos shows (grátis), no Parque do Povo, e da brincadeira conhecida por "trem forroviário", em que os passageiros viajam dançando nos vagões ao ritmo do forró. Ele circula entre Campina Grande e o distrito de Galante nos dias 13, 20, 23 e 27 de junho e 4 de julho. O "trem do forró" também anima Caruaru. Ele parte da capital, Recife, com destino a Caruaru, nos dias 12, 13, 19, 20, 23, 26 e 27 de junho.

Sudeste: Além da comida típica (pipoca, pé-de-moleque e quentão, entre outros), nas festas juninas desta parte do país come-se cachorro-quente, pastel e até mesmo pizza. Na hora de brincar, todos participam das pescarias, dos concursos de quadrilha e do casamento na roça ao som de música sertaneja.

Centro-Oeste: Nessa região, a festa é influenciada por hábitos típicos dos países fronteiriços (em especial o Paraguai). Além da quadrilha e dos pratos típicos, as festas juninas acontecem ao som da polca paraguaia e toma-se a sopa paraguaia (que, na verdade, é uma espécie de bolo de queijo). O ritmo sertanejo dá o compasso da festa.

Sul: A tradição gaúcha ordena que se reúna a família ao redor da mesa de jantar. E que se passe a noite saboreando comidas típicas, como arroz-de-carreteiro, feijão-mexido e pinhão cozido na água ou assado na brasa.

Norte: A festa típica é ofuscada pelo festival folclórico de Parintins, que ocorre no final de junho no Amazonas. Em lugar da quadrilha, ouve-se a toada do boi-bumbá. São servidas receitas regionais como tapioca (à base de mandioca) e tacacá (bebida de origem indígena

CASAMENTO CAIPIRA II

Personagens


01 Padre
01 Pai da Noiva
01 Noivo
01 Noiva
01 Ex- namorado
Convidados

Cena

O Padre espera no altar.
O pai da noiva entra com uma garrucha apontada para as costas do noivo

Dialogo:

Pai
 – Vamos cabra safada
– Pensou que ia escapa dessa?

Senhor Vigário
– Aqui tá o noivo
– Faz logo esse casório. Senão prego fogo!

Noivo
– Ai, meu nosso Senhor, dessa eu não escapo!

Padre
– Que entre a noiva.
– Seja o que o senhor quiser.

Entra a noiva.
Todos gritam: Viva os noivos!
A noiva com cara de quem apronta todas, entra toda sorridente.
Começa o casório

O vigário pergunta:
– Seu Felisberto Cornélio Filho
– É de gosto casar com Dona Puritana das Virgens Solta?

O noivo assustado não responde logo.

O Pai aponta a espingarda e diz:
– Fala cabra safado, na hora de cair no mato com a minha filha não teve medo.
– Agora casa ou morre.

Noivo
– Sim, Senhor Vigário não tem jeito não é?
– Eu caso.

Padre
– Dona Puritana das Virgens Solta.
– É de gosto casar com seu Felisberto Cornélio Filho?
Noiva
– Claro seu Vigário.
Escorreguei na primeira.
Escorreguei na segunda.
Mas este não me escapa não.
Eu caso sim.

O Padre Pergunta:
Alguém sabe alguma coisa contra este casamento?

Um dos escorregos responde:
– Eu sei seu vigário.

Padre
– Então diga homem.

O Pai aponta a espingarda pra ele.

Ele diz:
Etá casamentão pai dégua sô!
 Viva os noivos!

Acaba a cerimônia.

CASAMENTO CAIPIRA


Personagens:


Noivo (Carmelindo Bode)

Noiva (Janeirinda Ondulada)

Pai e Mãe do Noivo (Antonio Carneiro e Josefa Ovelha)

Pai e Mãe da Noiva (Dobrandino Liso e Jacutinga Crespa)

2 casais para padrinhos

Juiz (Executando Legislativo Judiciário)

Auxiliar do juiz

Carmelindo: (falando com sua mãe) Ai, mãe. Eu to cuma dor no estomo. Sabe aquelas dor qui vai subindo, subindo, subindo, asdespois vem deceno, deceno, deceno... Pois é bem dianssim queu to.

Josefa: O que que ocê ando cumeno? Aposto que simpanturro cum aquelas porcariada la do maquedonar... O intão oce ta percisando faze uma limpeza dos intestino. Vem cá queu vô te dá uns quatro cumprimido de lacto-purga cum meio copo de óio de rícino. Amanhã ocê tira o dia no banhero, mas despois vai ta novinho im foia.

Carmelindo: (choroso) Num é nada disso mia mãe. A dro de estomo queu to sintino é de sardade da minha Janeirinda. Eu só quiria ta cum ela, mas ela diz que não que mais sabe di eu. Aiais, manhe, desde aquele dia que ela me levo pra anda na tar de roda-gigante lá no Parque Barigui qui ela me abandono. Me dexo mais perdido que cachorro na procissão. I é prisso que to desse jeito. Ai, manhe, eu to sofreno muito. Já num sei mais que que eu vo faze da minha vida.

Josefa: (embravecendo) Isso num pode fica dianssim. Eu vo chama teu pai i ele vai te que arruma um remédio. A Janeirinda num pode faze um mar desse pra esse mimo que ocê é, meu fio.

Carmelindo: (meio espantado) Que qui oceis vão faze, manhe? Eu num quero fica sem minha Janeirinda Ondulada, aquele primor de muié, Ce sabe, manhe que ela tem um chero no sovaco que é quem nem a meia do pai despois de uma semana de uso? É um prefume que num tem dinguar. Isso sem conta o prefume acebolado que sai da boca dela. É prisso queu amo ela.

Josefa: (carinhando o filho) Ô, meu tesoro. Ce tem os mermo gosto do teu pai. Foi bem prisso que ele singancho neu e nois juntemo as troxa de ropa i os chero também. Afinar, teu pai tamém tem uns chero muito do gostoso. Mais vamo dexá de lado ais coisa boa da vida i vamo trata de arruma tua vida. (grita) TONHOCARNERO!... TONHOCARNERO!... (meio histérica) TONHOCARNERO!

Antonio: (chega com ar cansado e se espreguiçando) Ara, muié. Que gritedo sim sintido esse? Inté parece que o munto ta si acabano... Despois inda me tira da concentração... Eu tava quase fisgano aquele pexe que escapo treisantionte... I intão ocê me acordo. Ara... Ispero que seja prum bom motivo.

Josefa: (irritada) Craros que é, seu priguiçoso duma figa. O teu fio ta sofreno i ocê fica drumindo. (explicando) A Janerinda levo nosso mimo pra anda de roda-gigante i agora num qué mais sabe dele. Oce tem que toma uma pruvidência.

Antonio: Mais quê que ce qué queu faça?

Josefa: (ainda mais irritada) Vai lá i trata de faze cum que ela arremedeie o mar que feiz. Mior ainda. Ela vai te que casá co nosso Carmelindinho, quera o num quera.

Antonio: Ta bão, muié. Eu vô lá prosiá co seu Dobrandino e co'a dona Jacutinga. Mais, muié, i si eles num quisé casá a Janerinda co nosso Carmelindo?

Josefa: (irritada) É só o que me farta... É craro que eles vão quere casá a Janerinda co nosso Carmelindo. Afinar, ele é o mior partido aqui da região. Ele já se deformo no jardim da infância, sabe faze ovo cuzido e até quase aprendeu a faze gelo. Quim é que num vai quere casá uma fia cum uma frô de home como o nosso Carmelindo?...

Antonio: (convencido) Ce tem razão, muié. Num tem partido mio que o nosso fio. Inté eu to cum vontade de casá cum ele. Eu vô lá fala co Dobrandino e cá Jacutinga. (sai em direção ao local onde estão Dobrandino e Jacutinga.)


Antonio: (dirigindo-se a Dobrandino e Jacutinga) Tarde so Dobrandino e dona Jacutinga.

Dobrandino: (desconfiado) Tarde. Mais quê que ocê veio fazê aqui?


Jacutinga: (ainda mais desconfiada) Ce ocê ta quereno dinhero, bateu na porta errada. Procê nóis num imprestamo nem água.

Antonio: Ara, ceis dexim de ser mão de vaca. I asdespois eu num vim pidi nada imprestado. Eu vim aqui pra mor de que a fia dóceis, a Janerinda, arremedeie o mar que feiz pro meu Carmelindo. I eu num saio daqui sem que ela case co Carmelindo.

Jacutinga: Mais eu num to intendendo... Que mar que nossa Janerinda pudia faze pro traste do Carmelindo?

Josefa: (chegando) Oce dobre a língua, sua cascavér. O meu Carmelindo é a coisa mais fina que inziste por essas redondeza. Traste é a Janerinda, que levo o Carmelindo pra anda de roda-gigante i agora num que mais sabe de nada co'ele. I se ela num casá cum ele nóis vamo istorá a quarta guerra mundiar.

Dobrandino: Qui história é essa de casá a minha Janerinda co Carmelindo. Quar é a posição sociar que mia fia vai te se casando co Carmelindo? I eu já prometi ela im casamento pro primo do fio do irmão do cunhado do vizinho do tiu do Edsão Celular, aquele artista da Televisão.

Josefa: I desde quano o primo do fio do irmão do cunhado do vizinho do tiu do Edsão Celular vai dá arguma posição pra tua fia? Só se for posição de sintido...

Jacutinga: (irritada) Eu num quero nem sabe quem mato minha cabrita. A minha Janerinda só casa co Carmelindo si ela quise. I despois oceis fique sabeno que num farta quem quera casá cum ela. Tem inté um tar de Bir Crinto, que diz que é presidente dum tar de Zestado Zunido, que fabrica dólar i que ta loco de queredera de casá co'a Janerinda.

Josefa: Intão oceis chame a Janerinda i vamo arresorve esse pobrema duma veiz. O meu doce Carmelindo num pode fica disiludido como ta.

Jacutinga: (chamando) Janerinda! Ô, Janerinda! Janerinda! Já-ne-rin-da!

Janeirinda: (chegando toda amorosa, abraçada com Carmelindo) Ocê me chamou, mãe? Eu tava andando pur aí e achei o Carmelindo. A gente tinha si disintindido, mais agora nóis fizemo as paiz i dicidimo que vamo casá.

Josefa: (alegre) Intão ta tudo ressorvido. A Janerinda casa do Carmelindo e ta tudo bão.

Carmelindo: Eu casa co'a Carmelinda? Não mãe. Eu vô casa cum a Xuxa!

Janeirinda: I eu vô casa co Jossoar, aquele gordo lindão!

Dobrandino: Qui história é essa? Oceis num pode i casando assim cum quarqué um. O quê quessa Xuxa tem que a mia fia num tem?

Carmelindo: (Todo eufórico) Ela tem um monte de paquita...

Antonio: Ara, Carmelindo. Quê que oce vai faze cum tudo aquele paquitar? Oce num tem nem um xiquero pra bota tuda essas paquita. I despois elas cresce i vão come demais mio. I ainda tem mais: Num dá pra vende as carne de paca que o Imbama prende a gente. I cria uns bicho desse só pra bunito num dianta nada.

Josefa: I ocê, Carmelinda, mi ixprique pru quê ocê qué casa co Jossoar? O ce acha que ele vai pode te sustenta? O ce num vê que o meu Carmelindo tem muito mais futuro? Ele já sabe cuzinha ovo i ta terminando um curso de faze gelo pelo correio. O tar do Jossoar só sabe prosiá inté de madrugada. Isso num enche barriga de ninguém.

Janerinda: Si num enche barriga, cuma que ele é tão gordo?

Jacutinga: O minha fia, ocê num vê que aquilo é só as tar das maquilage. Eles enche ele cum uns trabessero de pena i bota argodão na boca dele pra parece mais gordo i as pessoa num vê que ele ta morreno de fome.

Carmelindo: Mais, si nóis num pode casa cá Xuxa i co Josoar, cum quem que nóis vai casa?

Dobrandino: Oceis vai casa um co outro, o seja: oce vai casa ca minha Janerinda i a minha Janerinda vai casa co'cê.

Antonio: É bem dianssim que vai acuntecê. Eu inté já to indo providenciá que o seu dotor juiz Executando Legislativo Judiciário venha amarra oceis como a lei manda. (sai buscar o juiz)

Josefa: Inquanto isso, eu ia a Jacutinga vamo trata de arruma os úrtimo detaie do casório.

Jacutinga: A permera previdência é arruma uns padrinho pros noivo. O, Dobrandino, ocê vai i cunvida os nossos vizinho pra sê padrinho. I diz preles traze uns presente bem bão pros nossos fio. (Dobrandino vai buscar os padrinhos)

Josefa: (dirigindo-se a Janeirinda e Carmelindo) Oceis dois venhum aqui pra mor de eu dá uns trato noceis. Ceis tem que ta muito do bunhito quando o seu doto juiz chega pra casa oceis. (Os dois se aproximam e ela começa a arruma-los, de forma bem espalhafatosa)

Antonio: (chegando com o juiz – o juiz está bem vestido, traz um grande livro debaixo do braço e está acompanhado de seu ajudante, este também bem arrumado). Oi nóis aqui. Já truxe (truche) o seu doto juiz i podemo começa ca casação dos nosso fio.

Jacutinga: Tem que espera o Dobrandino chega cós padrinho. Óia lá eles tão chegano (Aproxima-se Dobrandino e dois casais que serão as testemunhas, cada casal trazendo uma caixa embrulhada em papel de jornal)

Dobrandino: (explicando) Num incontrei ninguém mior, intão truxe esses mermo. Ah, muié, os presente que eles truxeram tamem num são lá grande coisa. Um troxe um pinico i o outro uma dúzia de ovo. Diz que era só o que eles tinhum in casa. O pinico até ta cherando mar, i os ovo eu num sei não...

Jacutinga: Mais ocê é imprestaver mermo. Nem pra arruma uns padrinho bão ocê serve.

Josefa: (acalmando os ânimos) Vamo dexá de prosa a toa i vamo trata de casa os nossos fio. Vamo, seu doto juiz. Ocê pode começa co casório.

Juiz: (pigarreia e diz todo empertigado) Minhas senhoras...

Antonio: (interrompendo) Pode Pará. Tuas sinhora num sinhor. Ocê pode sê o doto juiz, mais a Josefa é minha sinhora, i a Carmelina vai sê sinhora do meu fio. Só se o Dobrandino num sincomodá da Jacutinga se tua senhora.

Dobrandino: (bravo) Ocê ta me achano cum cara de quê. Craro que eu mincomodo i muito. Se ele num teve competência pra arranja uma sinhora até agora, num vai sê com a minha quele vai ficá. Ah, num vai não!

Juiz: (explicando) Não é nada disso. Eu estou apenas introduzindo a cerimônia civil de união matrimonial destes jovens nubentes. Não foi para esta finalidade que o senhor foi buscar-me?

Antonio: Num sei doque que ocê ta falando. Eu fui busca ocê pra mor de casa o Carmelindo mais a Janerinda.

Juiz: Mas é exatamente isso que eu disse. Podemos seguir com a cerimônia?

Pais: Craro que pode.

Ajudante: (interrompendo) Interrompemos esta cerimônia de casamento para divulgação de propaganda política partidária, conforme Lei número sete mil, quinhentos e trinta e oito, artigo quarto, parágrafo sétimo, linha nona, do Supremo Tribunal Eleitoral. (levanta uma placa com a foto de um candidato) Nas próximas eleições vote em Coitadinho dos Passos para prefeito. Coitadinho foi candidato derrotado nas eleições de 1972, 74, 76, 78, 80, 82, 84, 86, 88, 90, 92, 94, 96 e 98. Coitadinho diz que esta é a última chance que dá ao povo de elege-lo prefeito. Ele promete abrir os buracos fechados e fechar os buracos abertos em todas as ruas. Promete também aumentar os salários de todos mas lembra que, para isso, terá que aumentar os impostos. E para vereador, vote nos candidatos do PUM – Partido Umanista Municipal. Termina aqui o horário eleitoral gratuito. Segue agora a nossa programação normal.

Jacutinga: (desconsolada) Isso também já ta virando inrolação.

Antonio: Pois ocê fique sabendo que eu vo vota no Coitadinho. As promessa dele são muito boa.

Juiz: Senhores, vamos à cerimônia de casamento. Por favor, quem é o noivo.

Carmelindo: É ieu!

Juiz: E como é o seu nome, meu rapaz?

Janeirinda: Ô, seu doto juiz. Que negócio é esse de chama o Carmelindo de seu rapaiz? Ocê num sabe que ele é meu rapaiz?

Juiz: Deixe para lá. Como é o seu nome, noivo?

Carmelindo: Meu nome é Carmelindo Bode.

Juiz: (anotando no livro) E como é o nome dos seus pais?

Carmelindo: Eu só tenho um pai i uma mãe.

Juiz: Está certo, como é o nome deles?

Carmelindo: O pai se chama Antonho Carnero i a mãe é a Josefa Oveia. É pur isso queu sô Bode, afinar, quê que ia nasce dum carnero e duma oveia?

Juiz: Muito bem. E quem é a noiva?

Janeirinda: É craro qui sô eu, né? O ocê acha que o Carmelindo ia casa cum outra?

Juiz: E como é o seu nome?

Janeirinda: Janeirinda Ondulada. I eu sô fia do Dobrandino Liso i da Jacutinga Crespa.

Juiz: Muito bem, já tenho os dados que preciso para realizar o matrimônio de Carmelindo Carneiro e Janeirinda Ondulada.


Jacutinga: (intervindo) Ao invéis de matrimonho, num dá pra casa eles duma veiz?

Juiz: (explica) É exatamente isso que vamos fazer. Matrimônio e casamento são a mesma coisa. (pigarreia) Estamos aqui reunidos para unir em casamento estes seus filhos, Janeirinda e Carmelindo. Lembro que o casamento é para toda a vida, ou seja, até que a morte os separe. Vocês concordam com isso, meus queridos noivos?

Carmelindo: I essa morte é só por morte morrida o pode ser por morte matada também?

Juiz: Claro que é só por morte natural ou acidental.

Janeirinda: Morte acidentar é quando eu to picando lenha i, sem quere, acerto co machado na cabeça do Carmelindo que ta drumindo lá no quarto?

Juiz: Não é nada disso. Morte acidental é quando alguém morre num acidente de carro, por exemplo. Mas vamos voltar à cerimônia. Carmelindo Bobe, você aceita a senhoria Janeirinda Ondulada, aqui presente, como sua legítima esposa, até que a morte os separe?

Carmelindo: Eu quiria mermo é casa cum a Xuxa, mais o pai num dexô. Intão, pode ser a Janerinda mermo. Afinar, nóis inté já andemo de roda gigante.

Juiz: Senhorita Ondulada, você aceita o jovem Carmelindo Bode, aqui presente, como seu legítimo esposo, até que a morte os separe?

Janerinda: Já queu não posso casa co Jossoar, intão aceito, né. Mais tem que sê até que a morte nos separe? Num dá pra ser até o ano treis mir, por exempro?

Juiz: Tudo bem, pode ser até o ano três mil. Até lá a morte já veio, com certeza. Já que os dois aceitam, de livre e expontânea vontade, casar um com o outro, pergunto: Há entre os presentes alguém que tenha alguma coisa contra este casamento?

Carmelindo: Eu tenho seu doto juiz. É que a Janerinda tem que casa cumigo i não cum esse outro que ocê falo aí.

Juiz: Mas o outro é você. Se não há ninguém que tenha algo contra este matrimônio, então eu os declaro marido e mulher.

Antonio: (abraçando Dobrandino) Agora nóis semo tudo uma famia só. Vamo festeja essa unhão dos nossos fio cum uma baita festança.

Jacutinga: (abraçando Josefa) Que bão que nossos fio juntaro as troxa. Agora nóis semo que nem irmã. Vamo faze uma sopa pra comemora o casório.

(todos vão saindo abraçados e alegres).

(Rev. Éder Carlos Wehrholdt - Campo Largo - Julho de 2000. Alguns nomes de lugares, como Parque Barigüi, são referência a Curitiba. Adaptar conforme o local.)


CAMINHO DA ROÇA

ERASMO DIBEAL.
INTRO; D A D A D A


D F#m Fm Em

Vou no caminho da roça quero toda animação

A7 D

Toca sanfoneiro toca alegra meu coração eu vou

F#m Fm Em

Vou no caminho da roça quero toda animação

A7 D

Toca sanfoneiro toca alegra meu coração

G

Tem arrasta pé na ilha



Bumba-boi quadrilha

D

No nosso arraiá

G

Tambo de criola miná

D D#

Rebola menina no cacuriá

E A A G# G

Ê bumba-boi ê boi

G Gº F#m B7 Em A7 D D7

É São joão na ilha vem bricar quadrilha até amanhecer

G Gº F#m B7 Em A7 D

No caminho da roça olha a chuva olha a cobra anavantu anarriê

G Gº F#m B7 Em A7 D D7

É São joão na ilha vem bricar quadrilha até amanhecer

G Gº F#m B7 Em A7 D

No caminho da roça olha a chuva olha a cobra anavantu anarriê





veja esta cifra correta em: w w w . C i F r a s . c o m . b r

MÚSICAS PARA QUADRILHA

À Força Não Hei-de Ir



Ai Caramba


Até quando Deus quiser


Balada do desajeitado


Canção De Emborcar


Carreira Das 2


Conto Do Bicho Papão


Doideira


Druantia


História da Marianita


História da Minhota


Levitação Azul


Lua Branca Das Ribeiras


Mértola


Não Dêem Cabo do Mundo...


Não Há Dinheiro


Nem Mal Que Sempre Dure Nem Bem Que Nunca Se Acabe


P'ra Saber O Fim


Quem anda ao mar


Quem Bem Faz a Cama Bem Nela Se Deita


Quem Casa Com Mulher Bonita


Tu Hás-de Ver

Quadrilhas ...

Se você prestar a atenção vai notar em que algumas quadrilhas a presença de termos franceses como o “balancê”.


Estes termos aparecem porque a dança, típica das festas juninas, surgiu na França no séc XVIII. Ela fazia parte das famosas contra-danças comum nos palácios que chegou a ser um “protocolo” nos bailes da Corte.
A quadrilha chegou ao Brasil no período colonial. No íncio era uma dança da alta burguesia e dos nobres, que queriam “estar na moda” como os franceses.
Mas logo, a dança começou a fazer parte do cotidiano dos caipiras que modificaram seus passos e introduziram ritmos, sempre com sua alegria e animação.
A quadrilha modificou-se e ganhou um aspecto genuinamente brasileiro. E hoje cada região do país tem caracteristicas próprias de sua cultura.
Não existe uma canção própria da quadrilha, ela pode ser acompanhada de sanfona, violão, acordeão.Mas o ritmo sempre é bem marcado.
Dançar a quadrilha é fácil, basta juntar os pares e seguir os “comandos” do “cantador”. A quadrilha pode ser acompanhada de uma pequena encenação o Casamento Caipira.
Sendo tão tradicional, ela não pode faltar na Julina´s Party.
Então extrai de um site o “roteiro” da Quadrilha bem como a explicação de cada passo, assim meus convidados não podem dar a desculpa de que não sabem dançar.

Quadrilha

Extraído do site: http://www.confrariafeminina.net/visualizar.php?idt=1020332 <!--[if !supportLineBreakNewLine]--> <!--[endif]-->

O "cantador" da quadrilha, neste caso eu, deve anunciar os passos (em negrito):

Passeio dos Namorados- Cada um com seu par, de braços dados em fila.

- Se dividem em dois grupos, sem desfazer os casais, um grupo de frente para o outro.

Cumprimento das damas - As damas vão até o meio, dançando e segurando a saia. Quando se encontram no meio, fazem uma reverência graciosa. Enquanto isso os homens batem palmas.

Anarriê -As damas voltam de costas ao seu lugar.

Cumprimento de cavalheiros - Os cavalheiros vão até o centro, batendo os pés e com as mãos para trás. Quando se encontram tiram o chapéu e se curvam.

Anarrieê -Recolocam o chapéu e voltam de costas ao seu lugar.

A Galope -De cada uma dos grupos, saem 2 pares "cavalgando", se cruzam no meio e trocam de lugar.

Passeio dos Namorados - Os pares se desfazem, passando cada dama para frente do seu par, e continuam andando em fila. (atenção para que fique intercalado - dama, cavalheiro, dama, cavalheiro)

Olha o trem!

Cada um pega na cintura da pessoa a sua frente.

Enguiçou!

Param...

Marcha-à-ré!

Andam de costas em trem

Consertou!

Seguir em frente.

Olha a chuva!

Cada um coloca as mãos entrelaçadas sobre a própria cabeça.

Já passou!

Os cavalheiros colocam os braços para trás, as damas seguram a saia.

Olha a cobra!

Todos gritam "Ui!" e se viram - a fila agora anda em sentido contrário ao que vinha.

Já foi embora!

Todos gritam "Oba" e se viram - a fila volta a andar no sentido inicial.

Grande roda- Se dão as mãos e formam uma roda (atenção para que fique intercalado - dama, cavalheiro, dama, cavalheiro)

Damas ao centro-Manter 2 rodas, a de cavalheiros por fora e a de damas por dentro.

Cestinha de Rosas-Cada dama deve parar à direita de seu par. Os cavalheiros levantam os braços e as damas passam por baixo. Girar.

Grande Roda-Desfazem a cesta e se dão as mãos.

Cavalheiros ao centro-Cestinha de cravos

Cada cavalheiro deve parar à direita de seu par. As damas levantam os braços e os cavalheiros passam por baixo. Girar.

Grande roda.

Olha o caracol!-A noiva puxa a fila, sem desfazer a roda, e começa a formar uma serpentina dentro da roda, até chegar ao centro.

Desmanchar

A noiva volta e começa a desfazer, até conseguir formar a grande roda de novo.

Passeio dos Namorados- Formar os pares novamente, e andar em fila (sempre damas atras de damas e cavalheiros atrás de cavalheiros).

Olha o Túnel!- Os noivos param e se dão as mãos no alto, por cima da cabeça, formando uma "casinha", o próximo par, passa por debaixo do tunel e forma também a "casinha" e assim sucessivamente, até todos passarem. Os noivos então desfazem a sua "casinha" passam por debaixo de todo o tunel e se dão os braços, formando o "Passeio dos namorados"; cada par então também desmonta a "casinha" passa pelo tunel e o vão desfazendo.

Passeio dos namorados

Despedida

Vão saindo acenando, as damas com a mão (ou com um lenço), os cavalheiros com o chapéu.

História da Quadrilha



Origem e Evolução da Quadrilha



De onde vem a quadrilha? Não há dúvida alguma que ela chegou ao Brasil


através da França. O próprio pesquisador Mário de Andrade a define como "dança


de salão, aos pares, de origem francesa, e que no Brasil passou a ser dançada


também ao ar livre, nas festas do mês de junho, em louvor a São João, Santo


Antônio e São Pedro. Os participantes obedecem às marcas ditadas por um organizador


de dança. O acompanhante tradicional é a sanfona".


Os estudiosos e pesquisadores musicais dizem que ela foi introduzida no


Brasil no século de 19, com a vinda da Corte Real Portuguesa e com as várias missões


culturais francesas que estiveram no país na mesma época.


E a quadrilha chegou, a São João, Santo Antônio e São Pedro.


Para não mais deixar.


Hoje já se sabe que a quadrilha, apesar de sua difusão francesa, tem origens


um pouco diferentes.


Estudos comparativos, realizados, principalmente por pesquizadores musicais,


colocam o nascimento da quadrilha na Inglaterra. Foi naquele país, por volta dos séculos


13 e 14, que teria surgido uma dança popular, executada pelos que trabalhavam no campo.


Era uma dança camponesa, uma dança roceira, uma dança rural.


E o que é campo, roça, rural em inglês? A resposta é "country" e a dança executada


pelos camponeses era uma "country dance" que nós poderíamos traduzir, ao pé da


letra, em português do Brasil, como sendo uma dança roceira, uma dança rural, uma


dança caipira.


A medida que foi se popularizando, principalmente no Brasil e em Portugual, o


nome "quadrilha" foi começando a ser usado, seguindo, aliás, uma terminologia utilizada


na Espanha e na Itália, onde identificava a contradança, dançada por quatro pessoas.


Desta "quadrilha de quatro" derivou a "quadrilha geral".


É preciso Casar


O casamento na roça, uma teatralização que, quase sempre, acompranha e integra uma


festa junina, não possui, necessariamente, um modelo único.


Apesar desta varição, há personagens que quase sempre nunca faltam. Claro, o "noivo


e a noiva" não podem faltar. Os pais da noiva, principalmente o pai, armado com uma


espinguarda daquelas de carregar pela boca, para forçar o noivo a "cumprir o dever".


Os pais do noivo, uma namorada também do noivo, que tenta, na última hora, não deixá-lo


casar, amigos e amigas do casal, estão sempre presentes.


E o padre, evidentemente. Como se pode ter casamento na roça sem o seu vigário?


Bonachão e transformando-se na figura mais improtante da festa, contando, para isso, com a


importante contribuição de uma viúva beata.


O casamento termina em quadrilha.

É HORA DA QUADRILHA!


A quadrilha é o momento mais esperado da festa.


Depois de casar os noivos, começa o arrasta-pé.



1- Vamos entrando!


Os pares entram de braços dados no arraial, as damas à esquerda dos


cavalheiros. Os noivos ficam na frente da fila. Depois, damas e cavalheiros


se separam, formando uma fila de cada lado.



2 - Cavalheiros cumprimentam as damas!


Com os braços atrás das costas, os cavalheiros se


aproximam de suas damas e as cumprimentam tirando os chapéus.


Depois, voltam de costas para os seus lugares.



3 - Damas cumprimentam cavalheiros!


Agora é a vez das damas irem até os cavalheiros para cumprimentá-los.


Elas também voltam de costas para os seu lugares.



4 - Balancê!


As duas filas se aproximam e os pares requebram frente a frente.



5 - Tour!


Os pares dançam juntos, girando sem sair do lugar.



6 - Começa o passeio!


De braços dados, os casais saem andando até formarem um círculo.



7 - A grande roda!


Todos formam uma roda e giram para a direita.



8 - Damas ao centro!


As damas passam para dentro do círculo formando uma roda.


As damas giram para a direita e os cavalheiros para a esquerda.



9 - Cavalheiros procuram suas damas!


As damas param e os cavalheiros continuam rodando até alcançarem suas


companheiras. Eles param à direita delas.



10 - Coroar!


De mãos dadas, os cavalheiros levantam os braços, passando-os por cima da


cabeça das damas. Depois, damas e cavalheiros giram para a direita.



11 - Cavalheiros ao centro!


Todos formam a grande roda de novo. Depois, os cavalheiros passam


para dentro do círculo e giram para a direita. As damas giram para a esquerda.



12 - Damas procuram seus cavalheiros!


Cavalheiros param e damas continuam rodando até alcançarem seus parceiros.


Elas param à esquerda dos seus cavalheiros.



13 - Coroar!


De mãos dadas, as damas levantam os braços passando-os por cima da cabeça


dos cavalheiros. Todos giram para a direita.



14 - O caracol!


Forma-se uma nova roda.


Depois, o noivo solta a mão direita e vai puxando os outros para dentro da


roda, formando um caracol. Chegando ao centro, ele faz o caminho de volta.


Os que forem saindo do caracol formam uma fila única.



15 - Caminho da roça!


Todos saem dançando, sempre em fila.



16 - Olha a chuva!


Cobrindo a cabeça com as mãos, todos dão meia-volta e começam a andar para o


outro lado.



17 - É mentira


Todos voltam dizendo "Aaahhh!".



18 - Olha a cobra!


Os dançarinos pulam, gritam e dão meia-volta.



19 - Já mataram!


Os participantes voltam dizendo "Aaahhh!"



20 - Continua o passeio!


Os pares continuam o passeio de braços dados, com os noivos na frente.



21 - Atenção! Preparar para o travessê!


Sem parar de dançar, os pares se dividem. Um casal vai para a direita e


outro vai para a esquerda, formando duas filas.



22 - Travessê de damas!


Ao ritmo da música, as damas aproximam-se umas das outras, balançando as


saias com as mãos, e então se cumprimentam.



23 - Agora é a vez dos cavalheiros!


Os cavalheiros se cumprimentam.



24 - Preparar o galope!


Os casais se abraçam como se fossem dançar.



25 - Começar!


O primeiro casal de uma fila (os noivos) e o último casal da outra fila


trocam de lugar, dançando bem rápido.


Quando terminarem, os dois outros casais seguintes trocam de lugar.


E assim por diante até todos mudarem a fila.



26 - Descruzar!


Da mesma maneira, os noivos recomeçam a troca e todos voltam aos seus lugares.



27 - Continua o grande passeio!


De braços dados, os casais formam uma fila só e passeiam em ziguezague.



28 - Olha o túnel!


Os noivos ficam frente a frente e, de mãos dadas, levantam os braços.


O casal seguinte passa por baixo e, em seguida, também ajuda na formação


do túnel e assim por diante.


Quando o túnel estiver totalmente formado, os noivos o atravessam e


continuam o passeio. Os outros fazem o mesmo.



29 - Agora, a despedida!


Em fila, os pares vão se despedindo dos convidados. As damas acenam


com as mãos e os cavalheiros com os chapéus.