julho 09, 2009

PRESENTE PARA O PAPAI

LILIAN ESTA IDEIA QUE TE FALEI.... É SHOW DE BOLA!

PESO DE PAPEL.

# LUVA CIRÚRGICA OU DE BORRACHA TAMANHO PEQUENO
# GESSO EM PÓ
# TINTA PVA, BRANCA
# TINTA PVA DA COR DESEJADA PARA CUSTOMIZAÇÃO.

PREPARE A MASSA DE GESSO MISTURANDO AOS POUCOS A ÁGUA AO PÓ ATÉ FICAR UMA MASSA
PASTOSA, DESPEJE DENTRO DA LUVA E AMARRE A PARTE DO PULSO DA LUVA PARA QUE O GESSO NÃO VAZE. DEIXE DE UM DIA PARA O OUTRO SECANDO.
NO OUTRO DIA PODE DESAMARRAR E ACABAR DE DEIXAR SECANDO, NESTA ETAPA AINDA PODEMOS
MOLDAR OS DEDOS DA MANEIRA QUE QUISERMOS, DEIXE SECAR BEM RETIRE A LUVA, LIXE A BASE DA MÃO PARA QUE FIQUE BEM RETA E SE APOIE COM FIRMEZA SOBRE A MESA, PINTE COM TINTA BRANCA (SERÁ O FUNDO), DEPOIS PINTE DA COR QUE DESEJAR. ESTA PEÇA TAMBÉM ACEITA DECOUPAGE COM GUARDANAPO FIXADO COM TERMOLINA OU COLA. PODEMOS TAMBÉM APLICAR VERNIZ ACRÍLICO NA PEÇA.
O PAPAI VAI ADORAR TER EM SUA MESA DE TRABALHO ESTE PRESENTE!


SUGESTÃO DE MENSAGEM PARA O CARTÃO
QUE PODE SER AMARRADO NOS DEDOS DA MÃO:
PAPAI SEGURA A MINHA MÃOZINHA,
QUERO SEGUIR COM VOCÊ
PELOS CAMINHOS DA VIDA!!!

julho 07, 2009

julho 06, 2009

LIMITES...



CRIANÇA PRECISA DE LIMITES QUE AS PROTEJAM.


DAR LIMITES É...-Ensinar que os direitos são iguais para todos.-Ensinar que existem OUTRAS pessoas no mundo.-Fazer a criança compreender que seus direitos acabam onde começam os direitos dos outros.-Dizer "sim" sempre que possível e "não" sempre que necessário.-Só dizer "não" aos filhos quando houver uma razão concreta.-Mostrar que muitas coisas podem ser feitas e outras não podem ser feitas.-Fazer a criança ver o mundo com uma conotação social (con-viver) e não apenas psicológica (o meu desejo e o meu prazer são as única coisas que contam).-Ensinar a tolerar pequenas frustrações no presente para que, no futuro, os problemas da vida possam ser superados com equilíbrio e maturidade (a criança que hoje aprendeu a esperar sua vez de ser servida à mesa amanhã não considerará um insulto pessoal esperar a vez na fila do cinema ou aguardar três ou quatro dias até que o chefe dê um parecer sobre sua promoção).-Desenvolver a capacidade de adiar satisfação (se não conseguir emprego hoje, continuará a lutar sem desistir ou, caso não tenha desenvolvido esta habilidade, agirá de forma insensata ou desequilibrada, partindo, por exemplo, para a marginalidade, o alcoolismo ou a depressão).-Evitar que seu filho cresça achando que todos no mundo têm de satisfazer seus mínimos desejos e, se tal não ocorrer (o que é mais provável), não conseguir lidar bem com a menor contrariedade, tornando-se, aí sim, frustrado, amargo ou, pior, desequilibrado emocionalmente.-Saber discernir entre o que é uma necessidade dos filhos e o que é apenas desejo.-Compreender que direito à privacidade não significa falta de cuidado, descaso, falta de acompanhamento e supervisão às atividades e atitudes dos filhos, dentro e fora de casa.-Ensinar que a cada direito corresponde um dever e, principalmente:Dar exemplo! Quem quer ter filhos que respeitem a lei e os homens tem de viver seu dia-a-dia dentro desses mesmos princípios, ainda que a sociedade tenha poucos indivíduos que agem dessa forma.


DAR LIMITES NÃO É...-Bater nos filhos para que eles se comportem.-Quando se fala em limites, muitas pessoas pensam que significa aprovação para dar palmadinhas, bater ou até espancar.-Fazer só o que vocês, pai ou mãe, querem ou estão com vontade fazer.-Ser autoritário, dar ordens sem explicar o porquê, agir de acordo apenas com seu próprio interesse, da forma que lhe aprouver, mesmo que a cada dia sua vontade seja inteiramente oposta à do outro dia, por exemplo.-Deixar de explicar o porquê das coisas, apenas impondo a "lei do mais forte".-Gritar com as crianças para ser atendido.-Deixar de atender às necessidades reais (fome, sede, segurança, afeto, interesse) dos filhos, porque você hoje está cansado.-Invadir a privacidade a que todo ser humano tem direito.-Provocar traumas emocionais, humilhações e desrespeito à criança. -Toda criança tem capacidade de compreender um "não" sem ficar com problemas, desde que, evidentemente, este "não" tenha razão de ser e não seja acompanhado de agressões físicas ou morais. -O que provoca traumas e problemas emocionais é, em primeiro lugar, a falta de amor e carinho, seguida de injustiça, violência física.-Bater nos filhos é uma forma comum de violência física, que, em geral, começa com a palmadinha leve no bumbum. Texto extraído livro:"Limites Sem Trauma" de Tânia Zagury.

PREPARANDO O PORTFÓLIO

Portfólio é uma estratégia importante para melhor conhecer e entender o progresso de cada aluno à medida que o tempo passa.
Coleção de variedades de trabalhos organizados para documentar o desenvolvimento da criança.

TIPOS DE PORTFÓLIO

1 - Portfólio Particular
2 - Portfólio de Aprendizagem
3 - Portfólio Demonstrativo

1 - Portfólio Particular
Compilação pessoal (registros pessoais do professor ou da criança)

2 - Portfólio de Aprendizagem
Utilizado para reflexão sobre a prática e comunicação com os pais

3 - Portfólio Demonstrativo
União do portfólio particular e de aprendizagem
É utilizado pela escola e por todos professores

PORTFÓLIO DE APRENDIZAGEM

Contém:
Anotações, rascunhos e esboço preliminar de projetos em andamento, amostras de trabalhos e diário de aprendizagem da criança.

Esse material é de consulta da criança e do professor e pode ser guardado em arquivos com repartições ou guardados em prateleiras por ordem alfabética.


PORTFÓLIO DEMONSTRATIVO

É composto de amostras representativas de trabalhos que demonstram os avanços importantes da criança ou problemas persistentes.
Os pais também podem escolher itens para o portfólio demonstrativo.
No final do ano ele é apresentado para a professora da série seguinte.

Contém:
Fotografias, gravações, desenhos, cópias de relatos narrativos dos alunos, trabalhos artísticos, pesquisas, produções diversas e diários de aprendizagem.


PASSOS PARA MONTAGEM DE PORTFÓLIO

1 - Estabelecer uma política de portfólio;
2 - Coletar amostras de trabalhos;
3 - Tirar fotografias;
4 - Conduzir entrevistas;
5 - Realizar registros sistemáticos;


POLÍTICA DE PORTFÓLIO:

É um propósito definido e claro
É um conjunto de regras para a coleta dos itens a serem guardados (regras relacionadas com a missão, objetivos curriculares e programa de ensino da escola)


DESENVOLVIMENTO DA POLÍTICA

= É necessário:
* Conhecimento das crianças (individualmente);
* Conhecimento sobre o desenvolvimento infantil;
* Conhecimento de como a criança constrói o conhecimento;
* Conhecimento sobre diversidade.

= É necessário:
* Conhecer os propósitos da escola (missão e objetivos);
* Conhecer a proposta de trabalho para as crianças
(o que se pretende ensinar e o que se espera da criança)


ITENS DO PORTFÓLIO

+ Amostra de trabalhos;
+ Trabalhos artísticos;
+ Produtos de avaliação de desempenho;
+ Fotografias;
+ Diários de aprendizagem;
+ Registros escritos;
+ Entrevistas com a criança;
+ Registros sistemáticos;
+ Registros de caso;
+ Registros de reuniões de análise de portfólio;
+ Relatos narrativos.


DIÁRIO DE APRENDIZAGEM

Nome: Professora:
Data: Ano/Série:

O que tenho aprendido:

O que quero Aprender mais:

Planejo Fazer:

Comentários do professor:


AMOSTRA DE TRABALHO

(Comentário da criança)
Nome: Data:
Trabalho:

Como fiz esse trabalho:

O que gosto nele:

O que gostaria de mudar nele:

Quero tentar fazê-lo de novo


AMOSTRA DE TRABALHO

(Comentário do professor)
Nome: Data:
Trabalho:

___ Iniciado pelo professor ____ Iniciado pela criança

Habilidade/conceito:

Referência:
____ Iniciante _____ Em desenvolvimento

____ Domínio ______ Avançado
Obs.


REGISTRO DE CASO

Nome: Data:

Evento:

Situação:

Detalhes:

Comentários:



REGISTRO SISTEMÁTICO

Nome: Data:
Observador: Hora:

Atitude ou comportamento:

Situação:

Detalhes:

Razão para observação:

Comentários:

Documentação através de álbuns
Comentários das crianças (em forma de texto)
Eu critico:
Eu felicito:
Eu proponho:

Opinião dos alunos sobre os trabalhos realizados, leituras feitas e textos produzidos


(opinião em forma de texto)


POLÍTICA DISCUTIDA

Coleta de material para o portfólio:

Desenvolvimento do esquema corporal
Desenvolvimento do Desenho
Desenvolvimento da escrita
Interpretação de textos
Produção de textos
Problemas


OBSERVAÇÕES
Todo o material deve conter:

O nome da criança;
Data em que foi elaborado;

Identificação da fase de referência do trabalho;
Observações da professora sobre o trabalho;
Observações da criança

Bibliografia Consultada:

Manual de Portfólio. SHORES Elizabeth et al. Artmed.Porto Alegre 2001.

A expressão Livre no Aprendizado da Língua Portuguesa- Pedagogia Freinet. SANTOS, Maria Lúcia. Editora Scipione São Paulo 1993.

PERFIL ESPECÍFICO DO DESEMPENHO PROFISSIONAL DO EDUCADOR DE INFÂNCIA


Decreto Lei n.º 241/2001 de 30 de AgostoI - Perfil do educador de infância1 - Na educação pré-escolar, o perfil do educador de infância é o perfil geral do educador e dos professores do ensino básico e secundário, aprovado em diploma próprio, com as especificações constantes do presente diploma, as quais têm por base a dimensão de desenvolvimento do ensino e da aprendizagem daquele perfil.2 - A formação do educador de infância pode, igualmente, capacitar para o desenvolvimento de outras funções educativas, nomeadamente no quadro da educação das crianças com idade inferior a 3 anos.II - Concepção e desenvolvimento do currículo1 - Na educação pré-escolar, o educador de infância concebe e desenvolve o respectivo currículo, através da planificação, organização e avaliação do ambiente educativo, bem como das actividades e projectos curriculares, com vista à construção de aprendizagens integradas.2 - No âmbito da organização do ambiente educativo, o educador de infância:a) Organiza o espaço e os materiais, concebendo-os como recursos para o desenvolvimento curricular, de modo a proporcionar às crianças experiências educativas integradas;b) Disponibiliza e utiliza materiais estimulantes e diversificados, incluindo os seleccionados a partir do contexto e das experiências de cada criança;c) Procede a uma organização do tempo de forma flexível e diversificada, proporcionando a apreensão de referências temporais pelas crianças;d) Mobiliza e gere os recursos educativos, nomeadamente os ligados às tecnologias da informação e da comunicação;e) Cria e mantém as necessárias condições de segurança, de acompanhamento e de bem-estar das crianças.3 - No âmbito da observação, da planificação e da avaliação, o educador de infância:a) Observa cada criança, bem como os pequenos grupos e o grande grupo, com vista a uma planificação de actividades e projectos adequados às necessidades da criança e do grupo e aos objectivos de desenvolvimento e da aprendizagem;b) Tem em conta, na planificação do desenvolvimento do processo de ensino e de aprendizagem, os conhecimentos e as competências de que as crianças são portadoras;c) Planifica a intervenção educativa de forma integrada e flexível, tendo em conta os dados recolhidos na observação e na avaliação, bem como as propostas explícitas ou implícitas das crianças, as temáticas e as situações imprevistas emergentes no processo educativo;d) Planifica actividades que sirvam objectivos abrangentes e transversais, proporcionando aprendizagens nos vários domínios curriculares;e) Avalia, numa perspectiva formativa, a sua intervenção, o ambiente e os processos educativos adoptados, bem como o desenvolvimento e as aprendizagens de cada criança e do grupo.4 - No âmbito da relação e da acção educativa, o educador de infância:a) Relaciona-se com as crianças por forma a favorecer a necessária segurança afectiva e a promover a sua autonomia;b) Promove o envolvimento da criança em actividades e em projectos da iniciativa desta, do grupo, do educador ou de iniciativa conjunta, desenvolvendo-os individualmente, em pequenos grupos e no grande grupo, no âmbito da escola e da comunidade;c) Fomenta a cooperação entre as crianças, garantindo que todas se sintam valorizadas e integradas no grupo;d) Envolve as famílias e a comunidade nos projectos a desenvolver;e) Apoia e fomenta o desenvolvimento afectivo, emocional e social de cada criança e do grupo;f) Estimula a curiosidade da criança pelo que a rodeia, promovendo a sua capacidade de identificação e resolução de problemas;g) Fomenta nas crianças capacidades de realização de tarefas e disposições para aprender;h) Promove o desenvolvimento pessoal, social e cívico numa perspectiva de educação para a cidadania.III - Integração do currículo1 - Na educação pré-escolar, o educador de infância mobiliza o conhecimento e as competências necessárias ao desenvolvimento de um currículo integrado, no âmbito da expressão e da comunicação e do conhecimento do mundo.2 - No âmbito da expressão e da comunicação, o educador de infância:a) Organiza um ambiente de estimulação comunicativa, proporcionando a cada criança oportunidades específicas de interacção com os adultos e com as outras crianças;b) Promove o desenvolvimento da linguagem oral de todas as crianças, atendendo, de modo particular, às que pertencem a grupos social e linguisticamente minoritários ou desfavorecidos;c) Favorece o aparecimento de comportamentos emergentes de leitura e escrita, através de actividades de exploração de materiais escritos;d) Promove, de forma integrada, diferentes tipos de expressão (plástica, musical, dramática e motora) inserindo-os nas várias experiências de aprendizagem curricular;e) Desenvolve a expressão plástica utilizando linguagens múltiplas, bidimensionais e tridimensionais, enquanto meios de relação, de informação, de fruição estética e de compreensão do mundo;f) Desenvolve actividades que permitam à criança produzir sons e ritmos com o corpo, a voz e instrumentos musicais ou outros e possibilita o desenvolvimento das capacidades de escuta, de análise e de apreciação musical;g) Organiza actividades e projectos que, nos domínios do jogo simbólico e do jogo dramático, permitam a expressão e o desenvolvimento motor, de forma a desenvolver a capacidade narrativa e a comunicação verbal e não verbal;h) Promove o recurso a diversas formas de expressão dramática, explorando as possibilidades técnicas de cada uma destas;i) Organiza jogos, com regras progressivamente mais complexas, proporcionando o controlo motor na actividade lúdica, bem como a socialização pelo cumprimento das regras;j) Promove o desenvolvimento da motricidade global das crianças, tendo em conta diferentes formas de locomoção e possibilidades do corpo, da orientação no espaço, bem como da motricidade fina e ampla, permitindo à criança aprender a manipular objectos.3 - No âmbito do conhecimento do mundo, o educador de infância:a) Promove actividades exploratórias de observação e descrição de atributos dos materiais, das pessoas e dos acontecimentos;b) Incentiva a observação, a exploração e a descrição de relações entre objectos, pessoas e acontecimentos, com recurso à representação corporal, oral e gráfica;c) Cria oportunidades para a exploração das quantidades, com recurso à comparação e estimativa e à utilização de sistemas convencionais e de processos não convencionais de numeração e medida;d) Estimula, nas crianças, a curiosidade e a capacidade de identificar características das vertentes natural e social da realidade envolvente;e) Promove a capacidade de organização temporal, espacial e lógica de observações, factos e acontecimentos;f) Desperta o interesse pelas tradições da comunidade, organizando actividades adequadas para o efeito;g) Proporciona ocasiões de observação de fenómenos da natureza e de acontecimentos sociais que favoreçam o confronto de interpretações, a inserção da criança no seu contexto, o desenvolvimento de atitudes de rigor e de comportamentos de respeito pelo ambiente e pelas identidades culturais.

TÉCNICAS PARA CONTAR HISTÓRIAS







Para chamar a atenção das crianças para o começo da história podemos utilizar no corpo acessórios simples como um laço de fita na cabeça, uma maquiagem mais exótica, um chapéu de couro ou palha ou um laço no pescoço. Também podemos trazer nas mãos um fantoche, um objeto “misterioso” ( sua importância será desvendado no decorrer da história) ou se você for habilidosa(o) poderá confeccionar o personagem principal em espuma, madeira ou desenhá-lo num simples cartaz. Um exemplo prático: Para iniciar na sala de aula a história MENINA BONITA DO LAÇO DE FITA de Ana Maria Machado podemos trazer jabuticabas para sala de aula e oferecer às crianças... enquanto experimentam a fruta você pode introduzir a história dizendo que você conhece uma história em que um coelho apaixonado tentou comer muitas jabuticabas para ficar pretinho como a menina que ele tanto admirava... É sempre bom informar às mamães no dia anterior que traremos jabuticabas para as crianças pedindo autorização para experimentarem. “Antes prevenir que remediar”.Use a imaginação ao utilizar os recursos escolhidos.
A contação de histórias e sua importância
Contar histórias é ajudar a criança a criar asas e voar através da fantasia, a despertar a sua criatividade vislumbrando a vida de várias maneiras. Através das histórias é fácil a criança perceber que outros vivem o situações parecidas com a dela e desta forma ela se sente mais segura para falar sobre suas vivências.Os sentimentos que são vividos pelos personagens no decorrer das histórias são absorvidos pela criança como algo bom ou ruim e assim vão surgindo questionamentos sobre aquilo que ela sente e muitas vezes não consegue externar, como a raiva, a inveja ou o ciúme.Mostrar que existem outras culturas e que o seu modo de viver não é único, é algo que pode ser feito através da contação das histórias. Desta forma, a criança adquirire conhecimentos que “fora do contexto das histórias” se tornaria uma aula enfadonha. As histórias despertam o prazer pela leitura, pois a criança passa a buscar nos livros um caminho para encontrar outras aventuras como aquelas que a encantou. Valores como o perdão, a bondade, a compaixão e a honestidade são explorados no decorrer das histórias, auxiliando a consolidação de valores importantes na vida dos pequenos leitores.
FONTE:
Denise poetisa

julho 05, 2009

PARABÉNS PAPAI!!!





MISSÃO DOS PAIS


Quando Deus te dá um filho, outorga-te a solene missão de moldar a argila mole, que animou com o milagre de seu sopro divino.Nos sete primeiros anos de vida, tens de dar-lhe forma; dos sete aos quatorze, polimento.Durante toda a sua vida, tens de depositar em seu interior o líquido da sabedoria e da temperança.Tens de ensinar-lhe a ser obediente, pontual, disciplinado, pois tais qualidades lhe serão exigidas a todo instante.Tens de despertar-lhe o amor ao trabalho, às ciências e à leitura, para que ele, sabendo dar, seja útil.Tens de ensinar-lhe a renunciar, a sofrer com resignação, a crer na justiça divina, a perder e, principalmente, a vencer, para que ele, sabendo receber, possa receber sempre.Tens de ensinar-lhe o valor do amor, da lealdade, dos sentimentos nobres, para que ele possa conhecer uma vida feliz e significativa.tens de despertar-lhe o interesse pelas coisas do céu, para que ele não seja esmagado pelas misérias da terra.Tens de transmitir-lhe o significado da vida, para que ele não subordine a sua existência ao temor à morte.Ele é a semente que plantarás. o teu cuidado com ele irá refletir em tua colheita.Se lhe deres instantes, farás dele um conhecido. Se lhe deres tempo, farás dele um amigo. Se o quiseres comprar favores materiais, ele verá em ti uma fonte de ganhos fáceis.Se o conquistares com amor, serás para ele um PAI."Aquilo que o homem semear, isto também ceifará."Gálatas 6:7Decálogo de Pai

VALE A PENA LER...


SOU EU, PAPAI !

Está tão presente o tempo em que eu, pequenina, procurava tuas mãos,pedia colo e que me repetisses as estórias que sabias.O contato de tuas mãos fortes com minhas mãos fofinhas deixava passar toda a segurança de que eu precisava e buscava.
Teu colo paterno era a certeza de tempo com gosto de gratuidade,aconchego e segredos. Cada palavra tua, nas repetidas estórias,alimentava minha imaginação, fazia-me sonhar, voar no tempo e no espaço,mexiam com minhas emoções.E, quantas vezes, papai, me colocavas como personagem de tuas narrações,para dar-me pequenas lições.
Hoje, depois de tantos anos, conservo-o bem presente nos meus dias ebendigo a Deus pela infância que tive, pelo pai que Ele me deu. Pormuitos motivos, costumo dizer: Para mim é fácil chamar a Deus de Pai.Sinto ainda tua presença em tantas bênçãos que vêm para minha vida. Écomo se, o tantas vezes repetido: "Deus te abençoe, filha"! tenha setransformado em: "Com Deus, abençôo-te, minha filha!
Tenho certeza, papai, de que agora estás com Deus, naquele colo que,através de ti, a Ele eu pude sentir.Era como se o tempo parasse - gosto de eternidade.Era sentir-me única - sensação de cumplicidade.
Desde que o devolvemos para Deus, quando converso com Ele procuro também por ti, papai, na felicidade eterna.Tenho certeza de que dás a cada um de nós a noção de que estamos aqui de passagem e nem é bom que todos os problemas sejam resolvidos e os sonhos e esperanças concretizados.Tua volta para o Deus da Vida dá-nos a oportunidade de olharmos para o Céu, em nossa saudade alimentada pela esperança de um reencontro feliz.
Nas minhas lembranças, sinto como se tivesses escrito para mim um livro de vivências para mim. Nosso tempo era preenchido com brincadeiras,canções, orações e poesia... Lembras de como te imitava lendo jornal? Ainda sem saber ler, pegava aquelas folhas grandes demais para minhas mãos e passava bons momentos olhando as figuras e balbuciando a minha imaginativa versão dos fatos.
Quantas vezes o observava escrevendo e relendo seus discursos, complanos para algum cargo público. Foi o tempo em que aprendi também acorrer os olhos pelos mapas, acompanhando-o com os olhos e com o coração em suas viagens de campanhas. Na verdade, papai, valeu a tentativa, mas achei muito bom o fato de não ter sido eleito para cuidar de tanta gente; continuastes assim todo nosso.
Era tão serena minha certeza do teu amor que, só depois de tua partidapara o Céu, percebi claramente que eras o eleito de minha vida. Umsorriso aflora quando alguém sugere que sou um pouco parecida contigo.
Aquelas minhas mãos pequenas, que tantas vezes segurastes, contemplastes e aquecestes, estão crescidas e trabalhando muito.Meu rosto ainda se ilumina e acolhe algumas lágrimas, quando penso emti, nas minhas andanças reais e virtuais, na dança da vida.
Crescida e agradecida a Deus, peço:Abraça-me e dá-me tua bênção, papai!

Ir. Zuleides de AndradeCuritiba - PR

HAJA O QUE HOUVER, EU ESTAREI SEMPRE COM VOCÊ.


Na Romênia, um homem dizia sempre a seu filho:- "Haja o que houver, eu sempre estarei a seu lado".Houve, nesta época um terremoto de intensidade muito grande, que quase arrasou as construções lá existentes nesta época.Estava nesta hora este homem em uma estrada.Ao ver o ocorrido, correu para casa e verificou que sua esposa estava bem, mas seu filho nesta hora estava na escola. Foi imediatamente para lá. E a encontrou totalmente destruída. Não restou, uma única parede de pé... Tomado de uma enorme tristeza ficou ali ouvindo, a voz feliz de seu filho e sua promessa. ( não cumprida)..." Haja o que houver: eu estarei sempre a seu lado".Seu coração estava apertado e sua vista apenas enxergava a destruição. A voz de seu filho e sua promessa não cumprida o dilaceravam.Mentalmente percorreu inúmeras vezes o trajeto que fazia diariamente segurando sua mãozinha.O portão ( que não mais existia)...Corredor...Olhava as paredes, vendo aquele rostinho confiante......passava pela sala do 3º ano, virava o corredor e o olhava ao entrar. Até que resolveu fazer em cima dos escombros, o mesmo trajeto.Portão...Corredor...Virou a direita...E parou em frente ao que deveria ser a porta da sala. Nada! Apenas uma pilha de material destruído.Nem ao menos um pedaço de alguma coisa que lembrasse a classe.Olhava tudo... desolado... E continuava a ouvir sua promessa:- "Haja o que houver, eu sempre estarei com você".E ele não estava... Começou a cavar com as mãos. Nisto chegaram outros pais, que embora bem intencionados, e também desolados, tentavam afastá-lo de lá dizendo: - Vá para casa. Não adianta, não sobrou ninguém.- Vá para casa.Ao que ele retrucava:- Você vai me ajudar?Mas ninguém o ajudava, e pouco a pouco, todos se afastavam.Chegaram os policiais, que também tentaram retirá-lo dali, pois viam que não havia chance de ter sobrado ninguém com vida. Haviam outros locais com mais esperança.Mas este homem não esquecia sua promessa ao filho, a única coisa que dizia para as pessoas que tentavam retirá-lo de lá era:- Você vai me ajudar ?Mas eles também o abandonavam.Chegaram os bombeiros, e foi a mesma coisa...- Saia daí, não está vendo que não pode ter sobrado ninguém vivo? Você ainda vai por em risco a vida de pessoas que queiram te ajudar pois continuam havendo explosões e incêndios.Ele retrucava :- Você vai me ajudar?- Você esta cego pela dor não enxerga mais nada. Ou então é a raiva da desgraça.- Você vai me ajudar?Um a um todos se afastavam.Ele trabalhou quase sem descanso, apenas com pequenos intervalos, mas não se afastava dali.5 hs / 10 hs / 12 hs/ 22 hs / 24 hs /30 hs...Já exausto, dizia a si mesmo que precisava saber se seu filho estava vivo ou morto. Até que ao afastar uma enorme pedra, sempre chamando pelo filho, ouviu:- Pai ...estou aqui!Feliz, fazia mais força para abrir um vão maior e perguntou:- Você está bem?- Estou. Mas com sede, fome e muito medo.- Tem mais alguém com você?- Sim, dos 36 da classe, 14 estão comigo; estamos presos em um vão entre dois pilares. Estamos todos bem!Apenas se conseguia ouvir seus gritos de alegria.- Pai, eu falei à eles:- Vocês podem ficar sossegados, pois meu pai irá nos achar. Eles não acreditavam, mas eu dizia a toda hora... - "Haja o que houver, meu pai, estará sempre a meu lado".- Vamos, abaixe-se e tente sair por este buraco.- Não! Deixe eles saírem primeiro...- Eu sei que haja o que houver... você estará me esperando!
(Esta história é verídica)

Feliz Dia dos Pais!!

"DIA DOS PAIS"

Oração para o dia dos pais

P A I ! Pai nosso de todos os dias, Imagem e semelhança Daquele lá do céu.
Um ser especial,um companheiro fiel... Fonte de amor, de esperança e de sabedoria!
Tudo que sabemos e somos, aprendemos contigo.
Ensinaste-nos dando exemplos, fazendo!
Assim crescemos, fazendo e aprendendo,
Sempre vendo em ti um modelo, um amigo.
De ti, trazemos no sangue e nos nomes, gotas e pedacinhos,
Verdadeiros símbolos de amor e de carinho,
Que se integraram à nossa vida,fazem parte do nosso ser, Ser pai é mais que missão,É exercício pleno do amor, através da entrega e da doação.
É dar a própria vida, para que os filhos possam
viver!
Pai, obrigado (a) pela VIDA

junho 16, 2009

PROJETO

" Os Contos e o Poder de Formar Leitores"


"Ah! Como é importante na formação de qualquer criança ouvir muitas, muitas histórias... escutá-las é o início da aprendizagem para ser um leitor, e ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão de mundo..." (ABRAMOVICH, 1997).

CONVERSANDO SOBRE LITERATURA...
A literatura - mitos, histórias, contos, poesias, qualquer que seja a sua forma de expressão - é uma das mais nobres conquistas da humanidade: a conquista do próprio homem! É conhecer, transmitir e comunicar a aventura de ser! Só esta realidade pode oferecer-lhe a sua verdadeira dimensão. Só esta aventura pode permitir-lhe a ventura de ser!
O conto infantil é uma chave mágica que abre as portas da inteligência e da sensibilidade da criança, para a sua formação integral. A criança brinca, investiga, seu mundo é rico e em constante mudança, inclui um intercâmbio permanente entre a fantasia e a realidade...
A literatura infantil não pode querer responder apenas as questões intelectuais dos pequenos leitores. A sua importância dimensiona à medida que questiona os convencionalismos de interpretação e comportamento e apresentam novas perspectivas existenciais, sociais, políticas e educacionais. Toda estrutura de formação educacional tem como base a literatura, pois é através de uma percepção criativa que a criança será capaz de romper continuamente com esquemas de suas experiências e formar juízos autônomos frente à realidade e seus componentes.
Literatura tem como objetivo não só contato afetivo, o desenvolvimento da linguagem, da lógica, da estética, mas principalmente, a liberação da criatividade, da imaginação, da fantasia. Exatamente porque a imaginação trabalha com materiais colhidos da realidade, é preciso que a criança possa nutrir sua imaginação e usa-la em atividades adequadas, que lhe reforcem as estruturas, para crescer em um ambiente rico de impulsos em todas as direções.
Fadas e bruxas, príncipes e dragões, princesas e duendes, super-heróis e bichos que falam têm encantado crianças de todos os tempos, no mundo inteiro. Em contos de fada, fábulas, lendas, histórias em quadrinhos, etc, essas personagens vivem incríveis aventuras, criadas pelos povos através dos tempos, na tentativa não só de explicar o mundo em que vivemos, mas também, de nos divertir, nos emocionar, nos ensinar e, às vezes, nos aterrorizar. Algumas dessas histórias nos despertam um interesse momentâneo e passageiro, mas muitas delas ficam em nós para sempre.
"...Quando o contador dá tempo às crianças de refletir sobre as histórias, para que mergulhem na atmosfera que a audição cria, e quando são encorajadas a falar sobre o assunto, então a conversação posterior revela que as histórias têm muito a oferecer emocional e intelectualmente, pelo menos para algumas crianças." (BETTELHEIM, 1980).
Em uma análise sobre a Literatura Infantil na Escola, Regina Zilbermann diz que "A mesma pode ter um papel transformador do ensino, não pedagógico e limitador, conduzindo, a criança a se transportar para além das fronteiras de escola, ampliando seus conhecimentos e adquirindo uma forma de recreação primitiva e útil em todas as épocas de sua vida." (ZILBERMANN, 1994).
Para Piaget, quanto mais a pessoa tenha visto e ouvido, tanto mais deseja ver e ouvir. Quanto maior for o conhecimento perceptivo, afetivo social e comunicativo, tanto maior será o conhecimento da sua inteligência.
Maria Helena Martins coloca que "O ato de ler vai além da escrita e que a leitura precisa estar ligada ao nosso corpo, provocando reações como os órgãos do sentido. Mas para que essas reações se manifestem, os textos precisam agradar, provocar impactos com situações às vezes esquecidas, causando novas construções, incitando à fantasia, trazendo saídas para os próprios conflitos, provocando inter-relações, dando abertura a inúmeras leituras." (MARTINS, 1991).
A importância do corpo é indiscutível... o corpo afinal deseja, anuncia, protesta, se curva, ergue, desenha e refaz o mundo." (GADOTTI, 1991).
A criança é criativa e precisa de matéria prima sadia e com beleza para organizar seu "mundo mágico", seu universo possível, onde ela é dona absoluta: constrói e destrói, constrói e cria, realizando-se e realizando tudo o que ela deseja. A imaginação bem motivada é uma fonte de libertação com riqueza. É uma forma de conquista de liberdade, que produzirá bons frutos, como a terra agreste, que se aduba e enriquece, produzindo frutos sazonados.
A literatura infantil enriquecendo a imaginação da criança vai oferecer-lhe condições de libertação sadia, ensinando-lhe a libertar-se pelo espírito: levando-a a usar o raciocínio e a cultivar a liberdade.
Sonhar é preencher vazios, é criar condições terapêuticas para os impactos da realidade, é libertar-se, enfim!
A fantasia, o mundo colorido, os sonhos e a realidade são histórias de todas as pessoas, dos nossos tempos, de todos os tempos e da aventura mágica de viver.

Justificativa
Através da expressão “Era uma vez”, entraremos num mundo mágico, aonde a realidade vai ao encontro da imaginação da criança. Com isso, trabalharemos o senso moral que algumas histórias nos oferecem, para ilustrar situações do cotidiano e até resolver possíveis conflitos, medos, desagrados, preferências e vontades, para melhorar seu convívio social e ampliar sua auto confiança, identificando cada vez mais suas limitações e possibilidades e agindo de acordo com elas.
Entre o “Era uma vez” e o Viveram felizes para sempre”, os contos de fadas, os mitos, fábulas e lendas nos trazem personagens interessantíssimos com narrativas derivadas de tradições orais. Hoje, estes personagens nos permitem examinar concepções da realidade de diferentes povos, transparecendo valores humanos sempre atuais, aguçando a capacidade de raciocínio. Por isso a escolha desse tema.
Através de uma atividade com contos, pode-se despertar nos alunos o hábito da leitura e da escrita, da criação e da produção.
Objetivos
· Através da observação dos personagens descobrir as dificuldades de cada um em aceitar uns aos outros.
· Conhecer as diferenças culturais e, de uma maneira mais “mágica,” conseguir transferir/ reforçar os valores morais em nossa sociedade e se deliciar com novos “amigos imaginários”.
· Contribuir com a formação moral da criança, envolvendo diversos aspectos, além de regras e preceitos, ou seja, o que se deve e o que não se deve fazer para o convívio com o outro.
· Favorecer o desenvolvimento criativo dos alunos, através de diferentes expressões, tais como: desenhos, músicas, produções de textos e dramatizações .
· Conhecer os contos que são mais comentadas em cada local .
· Perceber a evolução dos meios de transporte, comunicação, do tipo de alimentação, do vestuário, hábitos e costumes até os dias atuais.

Público alvo:
Alunos do 1º e 2º ano


Cronograma
Este projeto deverá ser desenvolvido no decorrer do ano letivo de 2008, todas às terças-feiras.

Metodologia
· Motivar os alunos para conhecer alguns autores de contos. Proporcionar espaço para os alunos expressarem as suas opiniões e comentários.
· Conversar sobre o que é uma fábula e um conto.
· Disponibilizar para os alunos diversos contos .
· Criar contos através da linguagem gráfica ou escrita.
Atividades
· Conhecer a diferenças entre conto e fábula.
· Listar os contos de fadas que eles já conhecem;
· Em roda compartilhar o início do projeto e seu produto final;
· Na biblioteca observar e separar os livros de contos de fadas dos livros de outros gêneros;
· Proporcionar momentos de leitura em roda e reconto de histórias já ouvidas, essa atividade ocorrerá durante todo o projeto;
· Leitura de contos de diferentes autores;
· Pedir para que as crianças ditem um conto de fadas, para analisar se eles se apropriaram da estrutura do texto;
· Pedir que as crianças desenhem as histórias a medida que são lidas, para fins de ilustração;
· A professora irá revisar os textos, percebendo a coerência e o uso das regras de linguagem;
· Descrever as características principais dos personagens das histórias lidas;
· Descrever as características do local onde ocorrem os fatos, e os acontecimentos que se repetem;
· Pedir que elas escrevam os nomes dos personagens de próprio punho;
· Escolher as ilustrações feitas pelas crianças que vão acompanhar a história;
· Mostrar às crianças as partes de um livro (capa, contra-capa, autor, título, índice, etc...);
· Observar o vestuário da época;
· Preparar e ensaiar a apresentação teatral para o final;
· Pedir para que as crianças criem uma história com as características dos contos de fadas para ser aprimorado durante todo o projeto, chegando a uma versão final;
· Criar novos contos com questões do dia a dia e ilustrá-las;
· Organizar com a turma um livro com os contos de fadas criados;
· Montar um mural com os contos de fadas;
· Visitar os sites para conhecer outros contos de outros autores;
· Realizar um intercâmbio com os alunos da mesma série e das outras séries.
· Preparar a exposição dos trabalhos e finalizar o projeto.
Contos SugeridosJoão e MariaAs doze princesasCinderelaO gato de botasBranca de Neve A Pequena SereiaA princesa e a ervilhaRapunzelA bela e a fera

Desdobramentos
Língua Portuguesa
· Vocabulário
· Ortografia
· Produção de texto
Artes
· Histórias em quadrinhos
· Músicas
· Desenhos
· Dramatizações
Estudos Sociais
· As regiões
· Os costumes
· A maneira de expressar-se

Produção Final
Confecção de um livro de contos de fadas, realizado a partir dos trabalhos dos próprios alunos e disponibilizar este material para a família em noite de autógrafos.
Materiais a serem utilizados:
Livros, vídeos, sulfite, lápis de cor, giz de cera, papeis coloridos, cola, tesoura, caderno, etc.

Culminância
Livro de Contos de Fadas feito pelas crianças e noite de autógrafos.

Avaliação
Serão avaliadas todas as atividades desenvolvidas de forma contínua.


Fique por dentro!!!

Fábulas (do latim- fari - falar e do grego - Phao - contar algo)
Narrativa alegórica de uma situação vivida por animais, que referencia uma situação humana e tem por objetivo transmitir moralidade. A exemplaridade desses textos espelha a moralidade social da época e o caráter pedagógico que encerram. É oferecido, então, um modelo de comportamento maniqueísta; em que o "certo" deve ser copiado e o "errado", evitado. A importância dada à moralidade era tanta que os copistas da Idade Média escreviam as lições finais das fábulas com letras vermelhas ou douradas para destacar.
A presença dos animais deve-se, sobretudo, ao convívio mais efetivo entre homens e animais naquela época. O uso constante da natureza e dos animais para a alegorização da existência humana aproximam o público das "moralidades". Assim apresentam similaridade com a proposta das parábolas bíblicas.
Algumas associações entre animais e características humanas, feitas pelas fábulas, mantiveram-se fixas em várias histórias e permanecem até os dias de hoje.
leão - poder real
lobo - dominação do mais forte
raposa - astúcia e esperteza
cordeiro - ingenuidade
A proposta principal da fábula é a fusão de dois elementos: o lúdico e o pedagógico. As histórias, ao mesmo tempo que distraem o leitor, apresentam as virtudes e os defeitos humanos através de animais. Acreditavam que a moral, para ser assimilada, precisava da alegria e distração contida na história dos animais que possuem características humanas. Desta maneira, a aparência de entretenimento camufla a proposta didática presente.
A fabulação ou a fabulação é a lição moral apresentada através da narrativa. O epitímio constitui o texto que explicita a moral da fábula, sendo o cerne da transmissão dos valores ideológicos sociais.
Acredita-se que esse tipo de texto tenha nascido no século XVIII a.C., na Suméria. Há registros de fábulas egípcias e hindus, mas atribui-se à Grécia a criação efetiva desse gênero narrativo. Nascido no Oriente, vai ser reinventado no Ocidente por
Esopo (Séc. V a.C.) e aperfeiçoado, séculos mais tarde, pelo escravo romano Fedro (Séc. I a.C.) que o enriqueceu estilisticamente. Entretanto, somente no século X, começaram a ser conhecidas as fábulas latinas de Fedro.
Ao francês
Jean La Fontaine (1621/1692) coube o mérito de dar a forma definitiva a uma das espécies literárias mais resistentes ao desgaste dos tempos: a fábula, introduzindo-a definitivamente na literatura ocidental. Embora tenha escrito originalmente para adultos, La Fontaine tem sido leitura obrigatória para crianças de todo mundo.
Podem-se citar algumas fábulas imortalizadas por
La Fontaine: "O lobo e o cordeiro", "A raposa e o esquilo", "Animais enfermos da peste", "A corte do leão", "O leão e o rato", "O pastor e o rei", "O leão, o lobo e a raposa", "A cigarra e a formiga", "O leão doente e a raposa", "A corte e o leão", "Os funerais da leoa", "A leiteira e o pote de leite".
O brasileiro
Monteiro Lobato dedica um volume de sua produção literária para crianças às fábulas, muitas delas adaptadas de Fontaine. Dessa coletânea, destacam-se os seguintes textos: "A cigarra e a formiga", "A coruja e a águia", "O lobo e o cordeiro", "A galinha dos ovos de ouro" e "A raposa e as uvas".
Contos de Fadas
Quem lê "Cinderela" não imagina que há registros de que essa história já era contada na China, durante o século IX d. C.. E, assim como tantas outras, tem-se perpetuado há milênios, atravessando toda a força e a perenidade do folclore dos povos, sobretudo, através da tradição oral.
Pode-se dizer que os contos de fadas, na versão literária, atualizam ou reinterpretam, em suas variantes questões universais, como os conflitos do poder e a formação dos valores, misturando realidade e fantasia, no clima do "Era uma vez...".
Por lidarem com conteúdos da sabedoria popular, com conteúdos essenciais da condição humana, é que esses contos de fadas são importantes, perpetuando-se até hoje. Neles encontramos o amor, os medos, as dificuldades de ser criança, as carências (materiais e afetivas), as auto-descobertas, as perdas, as buscas, a solidão e o encontro.
Os contos de fadas caracterizam-se pela presença do elemento "fada". Etimologicamente, a palavra fada vem do latim fatum (destino, fatalidade, oráculo).
Tornaram-se conhecidas como seres fantásticos ou imaginários, de grande beleza, que se apresentavam sob forma de mulher. Dotadas de virtudes e poderes sobrenaturais, interferem na vida dos homens, para auxiliá-los em situações-limite, quando já nenhuma solução natural seria possível.
Podem, ainda, encarnar o Mal e apresentarem-se como o avesso da imagem anterior, isto é, como bruxas. Vulgarmente, se diz que fada e bruxa são formas simbólicas da eterna dualidade da mulher, ou da condição feminina.
O enredo básico dos contos de fadas expressa os obstáculos, ou provas, que precisam ser vencidas, como um verdadeiro ritual iniciático, para que o herói alcance sua auto-realização existencial, seja pelo encontro de seu verdadeiro "eu", seja pelo encontro da princesa, que encarna o ideal a ser alcançado.
Estrutura básica dos contos de fadas
· Início - nele aparece o herói (ou heroína) e sua dificuldade ou restrição. Problemas vinculados à realidade, como estados de carência, penúria, conflitos, etc., que desequilibram a tranqüilidade inicial;
· Ruptura - é quando o herói se desliga de sua vida concreta, sai da proteção e mergulha no completo desconhecido;
· Confronto e superação de obstáculos e perigos - busca de soluções no plano da fantasia com a introdução de elementos imaginários;
· Restauração - início do processo de descobrir o novo, possibilidades, potencialidades e polaridades opostas;
· Desfecho - volta à realidade. União dos opostos, germinação, florescimento, colheita e transcendência.
Contos de fadas: características
• Problemática existencial: morte, vida, amor, envelhecimento, separação, sexualidade, dilemas edipianos, rivalidades fraternas, etc.• Início feito para partir do aqui e do agora, mostrando que a história se passa longe do mundo real: “Era um vez...” “Há muitos e muitos anos...”• Final feliz, pois após tanto sofrimento a criança precisa de alívio: “E viveram felizes para sempre...”• Obstáculos a vencer: são uma forma de crescimento interior.• Elementos de encantamento e dicotomia: bem versus mal.• Narrativa: complexa, com a presença de muitos diálogos.• Presença de um narrador: figura que detém todo o conhecimento e que é “dono da vida” dos personagens.• Vocabulário rico.• Acontecimentos: encadeiam-se não por laços lógicos, mas por laços afetivos.• Presença de castelos (resquícios medievais) e bosques (onde o encantamento acontece).• Presença marcante da natureza.• Abordagens de relações: pai, mãe, madrasta, madrinha (conceito social de apadrinhamento).

LETRAMENTO: VOCÊ PRATICA?

Cyntia Santuchi Peixoto (FAFIA)
Eliane Bisi da Silva (FAFIA)
Ivan Batista da Silva (FAFIA)
Luciano Dutra Ferreira (FAFIA)

Não é novidade que o Brasil ainda enfrenta insistentemente o problema do analfabetismo, tanto de crianças que saem da escola e de outros que não tiveram a oportunidade de se apropriarem do saber da leitura e escrita. É fato que o nosso país possui um número significativo de indivíduos que não adquiriram o saber necessário para atender às exigências de uma sociedade letrada. De acordo com informações (MEC/INEP, 2001) cerca de 980.000 crianças na 4ª série do ensino fundamental não sabem ler, e mais de 1.600 são capazes de ler apenas frases simples. Recentemente, a Rede Globo, através do Programa semanal “Fantástico”, fez uma pesquisa intitulada “Provão do Fantástico” aplicada em 27 capitais brasileiras (somente em escolas públicas), e avaliou que mais da metade dos alunos não é capaz de responder a questões que requerem raciocínio e 60% só conseguem identificar informações muito simples. Esses, seriam apenas mais alguns dados para pessoas comuns, mas é algo extremamente alarmante para o educador. É neste ponto que entra a grande questão da intervenção do educador e a inclusão da prática geradora do letramento.
Letramentoonde, como e por que foi criado este termo?
O vocábulo é um tanto quanto fora do comum para muitos profissionais da área da educação e, principalmente, para os acadêmicos desse setor. Há alguns anos, pode-se dizer que menos de vinte, esse vocábulo surgiu entre os lingüistas e estudiosos da língua portuguesa, e então passou a ter veiculação no setor educacional.
Constatou-se que uma das primeiras menções feitas deste termo ocorreu em No mundo da escrita: uma perspectiva psicolingüística (1986) por Mary A. Kato, segundo Magda Soares (2003: 15). A mesma registra, nesta obra, que foram feitas buscas em dicionários da língua portuguesa quanto ao significado da palavra, no dicionário Aurélio, por exemplo, nada foi encontrado, bem como também, não foi encontrado o verbo “letrar”, porém, o Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa de Caldas Aulete, com edição constando de mais de um século, contém o verbete com o simples significado de “escrita”. Ela ressalta, ainda, que no mesmo dicionário esse vocábulo é classificado como “antiquado”. Ora, logo, este termo caiu em desuso há bastante tempo em nossa língua. Então, por que este termo tem sido utilizado agora com certa freqüência nos campos educacionais e lingüísticos?
Devemos esclarecer que esse vocábulo não tem sido usado, atualmente, com a denotação supracitada. O termo se originou de uma versão feita da palavra da língua inglesa “literacy”, com a representação etimológica de estado, condição, ou qualidade de ser literate, e literate é definido como educado, especialmente, para ler e escrever.
Nos dicionários da língua portuguesa o termo alfabetizado diz respeito ao indivíduo que somente aprendeu a ler e escrever, não se diz que é o que adquiriu o estado ou condição de quem se apossou da leitura e da escrita, e que responde de maneira satisfatória as demandas das práticas sociais. Ainda, ampliando a abrangência da alfabetização, podemos analisá-la à medida que esta reproduz a “formação social existente, ou como um conjunto de práticas culturais que promove a mudança emancipadora” (DONALDO, 1990: 10).
Leda Verdiani Tfouni, em “Letramento e alfabetização” (1995), afirma que a alfabetização, por muitas vezes, está sendo mal entendida:
Há duas formas segundo as quais comumente se entende a alfabetização: ou como um processo de aquisição individual de habilidades requeridas para a leitura e escrita, ou como um processo de representação de objetos diversos, de naturezas diferentes. O mal-entendido que parece estar na base da primeira perspectiva é que a alfabetização é algo que chega a um fim, e pode, portanto, ser descrita sob a forma de objetivos instrucionais. Como processo que é parece-me antes que o que caracteriza a alfabetização é a sua incompletude.
Com isso, fica subentendido, pelo aspecto sociointeracionista, que a alfabetização do individuo, é algo que nunca será alcançado por completo, não há um ponto final. A realidade é que existe a extensão e a amplitude da alfabetização no educando, no que diz respeito às práticas sociais que envolvem a leitura e a escrita. Neste âmbito, muitos estudiosos discutem a necessidade de se transpor os rígidos conceitos estabelecidos sobre a alfabetização, e assim, considerá-la como a relação entre os educandos e o mundo, pois, este está em constante processo de transformação. E o indivíduo para não ser atropelado e marginalizado pelas mudanças sociais deverá acompanhar, através da atualização individual, o processo que levará ao crescimento e desenvolvimento. Não que o educando não tenha qualquer saber antes da alfabetização, pelo contrário, sabemos que todo indivíduo possui, de alguma forma, níveis de conhecimento. E, isto, foi muito bem discorrido por Paulo Freire:
O ato de ler e escrever deve começar a partir de uma compreensão muito abrangente do ato de ler o mundo, coisa que os seres humanos fazem antes de ler a palavra. Até mesmo historicamente, os seres humanos primeiro mudaram o mundo, depois revelaram o mundo e a seguir escreveram as palavras.
Esse é um ponto de suma importância para aqueles que pretendem despojar-se dos restritos, e incisivos, conceitos em que a alfabetização é estabelecida em termos mecânicos e funcionais.
Mas, afinal, por que e para que surgiu o que se denominou letramento?
Por todo o tempo em que já vivemos como uma sociedade grafocêntrica, têm-se conhecimento sobre a problemática da falta do saber ler e escrever. Com isso, gerou-se uma crescente preocupação em desenvolver um controle sobre essa questão, através de muitos estudos e ações com o objetivo de erradicar o problema, logo, foi preciso criar um termo e fazê-lo conhecido no campo da pesquisa, surgindo o “analfabetismo”. Mas, observou-se que para o estado / condição daquele que sabe ler e escrever, e, que responde de maneira ampla e satisfatória as demandas sociais fazendo uso de alguma maneira da leitura e escrita, ainda não havia uma denominação. Mais tarde, isso se fez necessário devido à constatação de uma nova situação: de que não basta apenas o saber ler e escrever, necessário é saber fazer uso do ler e do escrever, saber responder às exigências de leitura e de escrita que a sociedade faz. Então, o nome letramento surgiu mediante a esta nova constatação.
Quando fatos “novos” são constatados, ou surgem novas idéias à respeito de fenômenos, depara-se com a necessidade de se criar novos vocábulos ou nomes para se tratar com determinados assuntos (SOARES, 2003). Ou seja, freqüentes mudanças sociais geram novas demandas sociais de uso da leitura e da escrita, logo, gerando novos termos específicos.
O letramento é um fenômeno de cunho social, e salienta as características sócio-históricas ao se adquirir um sistema de escrita por um grupo social. Ele é o resultado da ação de ensinar e/ou de aprender a ler e escrever, e denota estado ou condição em que um indivíduo ou sociedade obtém como resultado de ter-se “apoderado” de um sistema de grafia.
Letramento e alfabetização- onde está a diferença?
A alfabetização, como já mencionamos, se ocupa da aquisição da escrita por um indivíduo, ou grupo. Enquanto o letramento “focaliza os aspectos sócio-históricos da aquisição de um sistema escrito por uma sociedade” (TFOUNI, 1995), e ainda, é o estado ou condição de quem não apenas sabe ler e escrever, mas cultiva e exerce as práticas sociais que usam a escrita. Um exemplo do que acabamos de mencionar (SOARES, 2003: 56-57):
Analfabetismo no primeiro mundo? (...) quando os jornais noticiam a preocupação com altos níveis de ‘analfabetismo’ em países como os Estados Unidos, a França, a Inglaterra; surpreendente porque: como podem ter altos níveis de analfabetismo países em que a escolaridade básica é realmente obrigatória e, portanto, praticamente toda a população conclui o ensino fundamental (que, nos países citados, tem duração maior que a do nosso ensino fundamental - 10 anos nos Estados Unidos e na França, 11 anos na Inglaterra). É que, quando a nossa mídia traduz para o português a preocupação desses países, traduz illiteracy (inglês) e illetrisme (francês) por analfabetismo. Na verdade, não existe analfabetismo nesses países, isto é, o número de pessoas que não sabem ler ou escrever aproxima-se de zero; a preocupação, pois, não é com os níveis de analfabetismo, mas com os níveis de letramento, com a dificuldade que adultos e jovens revelam para fazer uso adequado da leitura e da escrita: sabem ler e escrever, mas enfrentam dificuldades para escrever um ofício, preencher um formulário, registrar a candidatura a um emprego - os níveis de letramento é que são baixos.
O exemplo acima são verificações feitas fora do Brasil, mas demonstra claramente as diferenças entre os dois processos acima citados, inclusive, as diferenças que há em avaliar níveis de letramento e níveis de alfabetização. Apesar da constatação de que os critérios de avaliação deles não se assemelham muito aos nossos quanto à alfabetização, é satisfatório saber também, que já existem mudanças consideráveis em nossos parâmetros, e, o que se observa é que isso tem gerado mudanças sociais e culturais, e por que não dizer, históricas?
Ainda quanto às diferenças entre letramento e alfabetização é necessário alertar que, estes dois processos estão diretamente ligados, contudo, devemos separá-los quanto ao seu abarcamento, devido as suas distinções já mencionadas anteriormente. Há verificações de que a concepção de alfabetização também reflete diretamente no processo de letramento. Por outro lado, o que também se observa é que, com freqüência, estes dois de maneira confusa têm sido fundidos como um só processo. Essa confusão implica no exercício de um e de outro. Pois, onde entra a alfabetização? E o letramento? Ou, se trabalham os dois simultaneamente?
Se afirmamos que a alfabetização é algo que não tem um ponto final, então dizemos que ela tem um continuum, e ainda, poderíamos dizer que este é o letramento. Com isto, acordamos que os dois processos andam de mãos dadas. Não queremos estabelecer uma ordem, ou seqüência, pois já defendemos que todo tipo de indivíduo possui algum grau de letramento, mesmo que seja mínimo. O que pretendemos é incentivar o educador a fazer uso do conhecimento nato de mundo que o educando possui e sua relação com a língua escrita, assim ele poderá alfabetizar letrando.
Ao saber de algumas distinções básicas destes dois termos poderíamos, também, levantar questões sobre as desigualdades de alfabetizado para letrado. Uma nota no livro “Letramento: um tema em três gêneros” de Magda Soares (2003: 47) faz um apanhado, sobre o assunto, visto de uma maneira prática e real. O texto exemplifica como um adulto pode até ser analfabeto, contudo, pode ser letrado, ou seja, ele não aprendeu a ler e escrever, todavia, utiliza a escrita para escrever uma carta através de um outro indivíduo alfabetizado, um escriba, mas é necessário enfatizar que é o próprio analfabeto que dita o seu texto, logo, ele lança mão de todos os recursos necessários da língua para se comunicar, mesmo que tudo seja carregado de suas particularidades. Ele demonstra com isso que conhece, de alguma forma, as estruturas e funções da escrita. O mesmo faz quando pede para alguém ler alguma carta que recebeu, ou texto que contém informações importantes para ele: seja uma notícia em um jornal; itinerário de transportes; placas; sinalizações diversas. Este indivíduo é analfabeto, não possui a tecnologia da decodificação dos signos, mas, ele possui um certo grau de letramento devido a sua experiência de vida em uma sociedade que é atravessada pela escrita, logo, este é letrado, porém não com plenitude. Esse exemplo nos remete a outro, muito conhecido, que talvez não tenha sido percebido por quem assistiu, é a personagem de Fernanda Montenegro no filme “Central do Brasil” de Walter Salles, que fez uso de sua capacidade de ler e escrever uma profissão, a de “escriba”, já quase desconhecida, em que a personagem escrevia correspondências para pessoas analfabetas em troca de dinheiro. Os indivíduos que a usavam como ferramenta para se envolver em uma prática social, a de se corresponder, mesmo que indiretamente, utilizavam os códigos da escrita. E, de forma peculiar a sua condição eles demonstram possuir características de grupos letrados.
Ainda na nota de Magda Soares (2003: 47) eles também exemplificam o caso de uma criança que mesmo antes de estar em contato com a escolarização, e que não saiba ainda ler e escrever, porém, tem contato com livros, revistas, ouve histórias lidas por pessoas alfabetizadas, presencia a prática de leitura, ou de escrita, e a partir daí também se interessa por ler, mesmo que seja só encenação, criando seus próprios textos “lidos”, ela também pode ser considerada letrada. E ainda, há casos de indivíduos com variados níveis de escolarização e alfabetização que apresentam níveis baixíssimos de letramento, alguns “quase” nenhum. Estes, são capazes de ler e escrever, contudo, não possuem habilidades para práticas que envolvem a leitura e a escrita: não lêem revistas, jornais, informativos, manuais de instrução, livros diversos, receita do médico, bulas de remédios, ou seja, apresentam grandes dificuldades para interpretar textos lidos, como também podem não ser capazes de sequer escrever uma carta ou bilhete. Todavia, gostaríamos de destacar que nessa nota acima mencionada diz também que esse tipo de indivíduo pode ser uma pessoa alfabetizada, mas não é letrada; neste ponto divergimos, por acreditarmos que a possibilidade de uma pessoa possuir grau zero de letramento não exista, em se tratando deste viver em uma sociedade grafocêntrica.
Com tudo isso, há pelo menos uma constatação: existem diferentes tipos e níveis de letramento, e estão eles ligados às necessidades e exigências de uma sociedade e de cada indivíduo no seu meio social.
Sociedade letrada/iletrada- indivíduo letrado/iletrado
Há uma definição única e restrita quanto ao conceito de sociedade letrada/iletrada, bem como indivíduo letrado/iletrado?
Os dicionários da língua portuguesa definem os vocábulos letrado e iletrado, por exemplo, no dicionário Aurélio o verbete letrado é definido como “que ou quem é versado em letras; erudito”. No entanto, iletrado “que ou quem não tem conhecimentos literários; analfabeto ou quase”. Mediante essas definições percebemos que esses adjetivos não tem relação com o sentido do letramento, pelo qual estamos tratando. Os termos que, normalmente, são abordados em trabalhos sobre o letramento não se assemelham ao dos dicionários, e ainda, também poderíamos considerá-los como novos vocábulos.
Vimos, anteriormente, que devemos analisar bem antes de aplicar o termo letrado, e principalmente, iletrado. No nosso ponto de vista, que necessariamente, é o mesmo da autora, do livro “Letramento e Alfabetização”, de Leda Verdiani Tfouni, o termo “iletrado”, bem como “iletramento” é impraticável, no que diz respeito à sociedades tecnologizadas. Ela registra em sua obra algumas passagens de Ginszburg (1987), dentre elas a história de um homem que viveu no séc. XVI chamado Menocchio que foi perseguido, torturado, e condenado à morte porque suas idéias foram consideradas ofensivas e cheias de heresias. Ele pertencia à classe subalterna, mas sabia ler e escrever, o que não era muito comum naquela época. Comenta a autora que Menochio não foi condenado apenas por saber ler e escrever, mas sim, porque fazia suas próprias interpretações dos textos bíblicos e da religião, como também particularizou a releitura dos mesmos textos com “materialismo elementar, instintivo, das gerações de camponeses”, foi isto o que fomentou uma sumária perseguição por parte da Inquisição. Achavam eles que, só os eclesiásticos católicos detinham o poder de interpretação da Bíblia Sagrada. Ele, assim, foi considerado perigoso por que entendeu que quem tivesse a capacidade de domínio e transmissão da cultura escrita teria o poder. A lingüista comenta que essa história demonstra como o termo “letrado” não pode ter um sentido único.
A partir disso, é que a autora conclui e propõe que não deve ser usado o termo “iletrado”, para dizer que um indivíduo não está num estado pleno de letramento. Afinal, não seria adequado a utilização do mesmo em uma sociedade considerada moderna e/ou industrializada, centrada na escrita, pois a possibilidade de existir indivíduos que não possuem nem um grau sequer de letramento é quase impossível. Por isso, acredita-se que é inconveniente afirmar que existe “nível zero” de letramento, não há veracidade nessa afirmação. Então, o que se propõe é o uso de termos próprios, do tipo: níveis ou graus de letramento. Levando assim, em consideração o que Paulo Freire muitas vezes insistiu em sua pedagogia “de que a leitura do mundo precede a leitura da palavra”, e ainda, “o ato de aprender a ler e escrever deve começar a partir de uma compreensão muito abrangente do ato de ler o mundo, coisa que os seres humanos fazem antes de ler a palavra”. Isso quer dizer que o indivíduo não é um depósito vazio e zerado antes da alfabetização, e ali, nós, educadores, estaremos enchendo-o com informações mecânicas e institucionais, através de uma escolarização. Ele já possui sua peculiar capacidade de leitura dentro do seu contexto social para sobreviver em meio ao grupo em que vive. A alfabetização com a prática do letramento, trará ao indivíduo capacidades, competências, habilidades diversas para que este se envolva com as variadas demandas sociais de leitura e escrita.
O papel do educador no letramentocomo “professor-letrador”
Paulo Freire afirma que para o educador, o ato de aprender “é construir, reconstruir, constatar para mudar, o que não se faz sem abertura ao risco e à aventura do espírito”. Esta constatação não está relacionada somente ao educando, pois sabemos que o educador tem que estar sempre adquirindo novos aprendizados, lançando-se a novos saberes, e isto, resulta em mudanças de vários aspectos, como também, gera o enriquecimento tanto para o educador quanto para o educando, que com certeza lucrará com esse desenvolvimento. Então, necessário é que o educador atente-se para aquilo que é sumariamente importante na sua formação, ou seja, “o momento fundamental é o da reflexão crítica sobre a prática”, e, “quanto mais inquieta for uma pedagogia, mais crítica ela se tornará” (FREIRE, 1990). O mesmo afirma que a pedagogia se tornará crítica se for investigativa e menos certa de certezas, pois o ato de educar não é uma doação de conhecimento do professor aos educandos, nem transmissão de idéias, mesmo que estas sejam consideradas muito boas. Ao contrário, é uma contribuição no “processo de humanização”. Processo este de fundamental papel no exercício de educador que acredita na construção de saberes e de conhecimentos para o desenvolvimento humano, e que para isso se torna um instrumento de cooperação para o crescimento dos seus educandos, levando-os a criar seus próprios conceitos e conhecimento.
O profissional de educação deve ser capaz de fazer sua interferência na realidade, o que certamente, gerará novos conhecimentos, e isto, é bem mais elevado do que simplesmente se enquadrar na mesma. Já mencionamos por várias vezes que o letramento é um fenômeno social; logo, essa intervenção que se faz necessária pode ser proporcionada por ele.
O letramento não está restrito ao sistema escolar, mas vamos neste trabalho nos ater nesse meio por considerar que cabe à escola, fundamentalmente, levar os seus educandos a um processo mais profundo nas práticas sociais que envolvem a leitura e a escrita. Saber ler e escrever um montante de palavras não é o bastante para capacitar o indivíduo para a leitura diversificada, neste ponto entendemos que surge a necessidade de se letrar os sujeitos envolvidos no processo de aprendizagem.
Para o educador se tornar um “professor-letrador” necessário se faz que, primeiramente, obtenha informações a respeito do tema, as suas dimensões e, sobretudo, a sua aplicação. Essa última é desenvolvida através de pesquisas e investigação, que geram subsídios-suportes.
Entretanto, medrar subsídios para educadores é uma tarefa difícil de ser exercida, pois sabemos que alguns desses profissionais, num determinado momento, se colocam em uma posição quase inatingível, completos de suas certezas. Porém, se há mutações contínuas na sociedade contemporânea, e essas refletem em todos os setores, inclusive na escola, é lógico que a cristalização dos saberes do educador é um equívoco, pois o conhecimento nunca se completa, ou se finda, e o letramento é um exemplo claro disso.
Reconhecidamente, enfatizamos a importância da aplicação, ou a prática do letramento por parte do professor, e em análise, ainda não finalizada, destacamos alguns passos fundamentais para o desempenho do papel do “professor-letrador”:
1) investigar as práticas sociais que fazem parte do cotidiano do aluno, adequando-as à sala de aula e aos conteúdos a serem trabalhados;
2) planejar suas ações visando ensinar para que serve a linguagem escrita e como o aluno poderá utilizá-la;
3) desenvolver no aluno, através da leitura, interpretação e produção de diferentes gêneros de textos, habilidades de leitura e escrita que funcionem dentro da sociedade;
4) incentivar o aluno a praticar socialmente a leitura e a escrita, de forma criativa, descobridora, crítica, autônoma e ativa, já que a linguagem é interação e, como tal, requer a participação transformadora dos sujeitos sociais que a utilizam;
5) recognição, por parte do professor, implicando assim o reconhecimento daquilo que o educando já possui de conhecimento empírico, e respeitar, acima de tudo, esse conhecimento;
6) não ser julgativo, mas desenvolver uma metodologia avaliativa com certa sensibilidade, atentando-se para a pluralidade de vozes, a variedade de discursos e linguagens diferentes;
7) avaliar de forma individual, levando em consideração as peculiaridades de cada indivíduo;
8) trabalhar a percepção de seu próprio valor e promover a auto-estima e a alegria de conviver e cooperar;
9) ativar mais do que o intelecto em um ambiente de aprendizagem, ser professor-aprendiz tanto quanto os seus educandos; e
10) reconhecer a importância do letramento, e abandonar os métodos de aprendizado repetitivo, baseados na descontextualização.
Contudo, as insuficiências do sistema escolar na formação de indivíduos absolutamente letrados não sucedem somente pelo fato de o “professor não ser um representante pleno da cultura letrada, nem das falhas num currículo que não instrumentaliza o professor para o ensino” (KLEIMAN, 1995: 47), pois essas falhas são mais enraizadas, porque são produtos do modelo imposto pelo sistema padrão de ensino.
Quando nos dermos conta de que o processo natural de desenvolvimento do ser humano é massacrado pela escola, e por suas equivocadas práticas de ensino, seremos aptos a promover o letramento.
Na intenção de compreender os caminhos percorridos (ou perdidos) para a transformação da escolarização, e analisando especificamente o recorte investigado neste trabalho, somos levados a considerar a hipótese de que o despreparo e desinformação dos profissionais e, ainda, os acadêmicos da área de educação promovem a distância entre a assimilação prática e conceitual do letramento.
De qualquer forma, o que nos interessa no âmbito a que nos propusemos neste trabalho, é de informar descritivamente sobre o letramento quanto a etimologia, o seu surgimento e as suas diversificadas práticas sociais. Como também o seu abarcamento, suas dimensões e o mais intrigante, como estar desenvolvendo-o na sala de aula, pois o preparo dos educadores proporcionará alterações no ensino / aprendizagem dos educandos e desenvolverá o letramento de ambos os envolvidos. De certo, sabemos que o processo é lento devido a situação atual do sistema escolar e da formação profissional do professor, mas reais possibilidades têm-se mostrado como verdadeiras mudanças educacionais.
Subsidiar seria uma pretensão, mas este trabalho visa dar um suporte para os educadores que desejam reconstruir suas propostas pedagógicas, informando-se para gerar conhecimento crítico e analítico quanto às atividades do letramento versus a pedagogia mecânica e institucional por tanto tempo praticada em nossas escolas. Pretende ainda, reformular e construir a compreensão acerca das bases teóricas da aprendizagem. Possibilitar a esses uma reflexão sobre a visão de mundo e de alfabetização, para que incorporem uma nova educação para crianças, jovens e adultos. Com isso, gerarão pessoas com capacidades múltiplas de interação com a sociedade, promovendo novas formas de relações no processo do letramento, pois esse abre caminho para o indivíduo estabelecer conhecimentos do mundo em que vive.
REFERÊNCIAS