março 19, 2012

As diversas linguagens da criança

”Se não morre aquele que escreve um livro ou planta uma arvore, com mais razão, não morre o educador, que semeia vida e escreve na alma”. Jean Piaget 
Contos de fadas, fábulas, parábolas, adivinhação, causos e histórias encantadas são caminhos de entrada para o mundo da imaginação. Através desta abordagem, propõe-se uma globalização dos conhecimentos e uma interação entre as diversas formas do ensino/aprendizagem. Consta que, a percepção, antes de ser representativa, é sensório-motora e simbólica, portanto, através da ênfase no lúdico o sujeito resgata seus exercícios de desenvolvimento e, principalmente aprende com encanto, o prazer de brincar. 
Rubem Alves, sabiamente diz: “Coisa gostosa é brincar! Brinquedos dão alegria: bonecas, pipas, piões, bolas, petecas, balanços, escorregadores... Os brinquedos podem ser feitos com os mais diferentes materiais: madeira, plástico, metal, pano, papel. Mas há brinquedos que são feitos com algo que a gente não pode nem tocar e nem pegar: brinquedos que são feitos com palavras”. 


Ao brincar, a criança busca parceria e, na exploração de objetos, interage com seus pares e se expressa através de múltiplas linguagens. Ao interagir e se expressar a criança descobre as regras da brincadeira e toma decisões. Porisso, o brinquedo é peça fundamental e é cenário no desenvolvimento infantil. Através das brincadeiras e dos jogos, a criança constrói e reconstrói a consciência da realidade, priorizando o entrosamento das relações e fatos sociais reais.O papel do professor é mostrar as diversas possibilidades em relação às brincadeiras e aos jogos, adequando a imaginação à realidade, através do diálogo. 


A Pedagogia da Escuta é uma abordagem inovadora e possibilita o desenvolvimento intelectual das crianças através do foco sistemático no perfil simbólico, levando as crianças pequenas a uma condição surpreendente de desenvolturas simbólicas e à criatividade. Enfatizando esta abordagem educar significa, portanto, organizar as situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada e que contribuem para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de ser e estar com os outros em atitude de aceitação, respeito e confiança, e a entrada, pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural. 
As frases escolhidas do poema de Loris Malaguzzi foram necessárias, com a finalidade de demonstrar que a infância persiste em seus modos de ser. O criar, o brincar, o sonhar, o estar com o outro, e outros procedimentos sucessivos das crianças tropeçam em muitas verdades absolutas dos adultos: “agora não pode”, “agora não é hora”, “este não”, no entanto elas persistem e insistem exercendo com encanto, o deleite de brincar. 


Cem linguagens da criança
“A criança é feita de cem... 
A criança tem cem linguagens 
(e depois cem cem cem) 
mas roubam-lhe noventa e nove. 
A escola e a cultura 
lhe separam a cabeça do corpo... 
Dizem-lhe enfim: 
Que o cem não existe. 
A criança diz: 
Ao contrário o cem existe” 


Loris Malaguzzi 


Utilizando a Pedagogia da Escuta é preciso que o educador esteja atento e tenha sensibilidade para ouvir as cem linguagens, os símbolos e códigos que as crianças usam para se expressar,promovendo o diálogo, a comunicação e a aprendizagem significativa. Gostaria de citar um provérbio chinês para finalizar: "Dois homens olham por uma janela. Um vê as grades, o outro as estrelas".Assim são os seres humanos em suas diversidades. Cada um tem opção de ver o que quer. Cabe a nós termos postura de educadores de forma que a decisão seja de cada um para chegar ao primordial: o desenvolvimento saudável de nossas crianças. 
Ref: Revista Nova Escola 2002 


Amélia Hamze 
Profª FEB/CETEC 
FISO-ISEB

A construção e articulação dos saberes

O verbo ensinar, é proveniente do latim insignare, que significa marcar com um sinal, procurar a vida, desvendar e despertar para o conhecimento. 


A ação de ensinar contém duas extensões. A primeira dimensão é a da ferramenta da intenção, a segunda é a da aferição do resultado. Assim sendo, mesmo com a maior intenção de ensinar, se a apropriação do conteúdo por parte do aluno não se efetivou, não teremos cumprido a ação de ensinar, pois a concretização da meta pretendida não foi alcançada, então não houve ensino, porque não se caracterizou a aprendizagem. 


O nosso intento se refere à apropriação da aprendizagem pelo educando, não como simples repasse de informação, mas a posse e construção do conhecimento no sentido da apreensão mental do entender e compreender. A ação do apreender (assimilar mentalmente, entender, compreender) o conhecimento não se dá na passividade do sujeito, mas há necessidade de estratégias diferenciadas por parte do educador para a concretização da assimilação mental do apropriar-se da aprendizagem por parte do aluno. As pedagogias diferenciadas utilizadas pelo educador viabilizam e mobilizam esse novo fazer pelo educando. 


O termo ensinagem , conglomera então a ação de ensinar por parte do professor e a ação de apreender por parte do aluno, como uma sociedade cooperativa e intencional para atingir a finalidade da construção do saber consciente, crítico e reflexivo, no enfrentamento não só da constituição da aprendizagem, mas também da reconstrução desses mesmos saberes, dentro da sociedade globalizada que muda a todo instante. 


A construção do conhecimento por parte do educando inclui várias etapas culminando com o “saber o quê, saber como, saber por quê, saber para quê”. Ao obter respostas a essas etapas do saber o aluno estabelece elos necessários para o fio condutor do conhecimento, em relação ao processo de ensino. Ao estabelecer elos, o sujeito em ação (aluno), garante momentos construídos de forma dinâmica e global dentro de um processo de pensamento, apossando-se do significado da realidade concreta e mobilizando-se para o processo pessoal de aprendizagem. 


Infelizmente, uma particularidade bastante comum do ensino é o costume quase que exclusivamente da memorização mecânica, sem contextualização ou significado. Quando trabalhamos a aprendizagem significativa, damos sentido à linguagem que usamos e relacionamos o conhecimento construído com o cotidiano, com os fatos e a realidade do dia a dia, do sujeito da aprendizagem que interage com os outros sujeitos da sociedade. Na aprendizagem significativa, a interação é intencional e esquematizada, entre o aluno, o professor e o que se deseja conhecer, morando aí a profundeza da relação pedagógica. O desafio da conquista do conhecimento significativo está alicerçado na parceria da construção do saber , na aventura do ensinar , do aprender e do apreender. A constituição do conhecimento significativo é um processo que se estabelece no interior do sujeito da aprendizagem, sendo provocado pelo educador. O novo perfil do professor, que oportuniza a aprendizagem significativa é de catalisador, mediador e facilitador do conhecimento no processo de interação com o aluno. 


Referencias: Moretto,Vasco Pedro (Prova um momento privilegiado de estudo, não um acerto de contas). 


Autora: Amelia Hamze 

Como ajudar seu filho a enfrentar os medos


Alguns temores são comuns durante a infância, mas podem ser superados com a ajuda dos pais.
A infância é um período no qual é comum as crianças vivenciarem alguns medos. Entendendo quais são esses temores e como se manifestam você pode auxiliar seu filho a superá-los.


Para clarear, vale recordar como foi a experiência do seu filho quanto ao primeiro dia de aula, as reações que ele apresentou, como choro, gritos. Esses comportamentos são naturais em uma situação nova, e a causa é o medo. Medo do ambiente novo, do desconhecido.


Algumas atitudes que você pode adotar para ajudar seu filho a superar os medos:


• Estimule a criança a desenhar e a expressar através de atividades lúdicas aquilo que mais a angustia. Assim você pode conversar com ela a respeito desse medo;


• Aproveite as situações reais para explicá-lo que o medo é importante para o desenvolvimento e segurança, já que é um sentimento que exerce a função principal de proteção;


• Cultive o hábito da leitura. Grande parte das histórias infantis permite que o medo seja trabalhado, pois trazem o sentimento como temas centrais, onde os personagens os enfrentam e superam;


• Lide com os temores do seu filho de maneira natural, diga a ele que o medo também faz parte da sua experiência.
Por Patrícia Lopes

Como Identificar a Depressão em Crianças


Isolamento: um dos sintomas comuns na depressão infantil.
Segundo especialistas, a depressão, que antes parecia um mal somente entre os adultos, tem afetado cerca de 2% das crianças do mundo.


Assim como ocorre sentimentos de tristeza e desapontamento em adultos, as crianças não estão isentas de senti-los. Mas quando esses sentimentos prolongam-se e comprometem a vida da criança é importante que os pais fiquem atentos.


Ainda não se tem conhecimento das causas da depressão em crianças, mas sabe-se que a mesma pode ser manifesta a partir de situações como problemas na escola, separação dos pais, morte de uma pessoa querida ou animal de estimação.


Diferentemente dos adultos que se queixam de sentimentos de tristeza e falta de esperança quando manifestam a depressão, as crianças apresentam quadros caracterizados por irritabilidade, alterações repentinas do humor e comportamento provocativo. Sintomas esses que podem ser confundidos com birra ou falta de educação, mau humor, tristeza e agressividade.


Muitas crianças não sabem que estão deprimidas, então ao invés de verbalizarem seus sentimentos, passam a atuar de acordo com esses, o que poderá ser percebido como desobediência. Por isso, observe alguns sintomas que são comuns na depressão infantil:


• Angústia;
• Pessimismo;
• Irritabilidade, agressividade;
• Apatia;
• Isolamento Social;
• Falta de atenção;
• Insônia ou sono excessivo;
• Baixa auto-estima;
• Perda de interesse por coisas que antes gostava de fazer;
• Sentimento de cansaço e tédio em grande parte do tempo;
• Comportamentos destrutivos, voltados contra brinquedos ou outros objetos;
• Perda ou amento excessivo do apetite;
• Sentimentos de culpa.
Por Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola

Como proceder na educação de crianças difíceis de impor limites

 


A formação educacional dos filhos, principalmente no que se refere à questão de seguir regras e limites impostos pelos pais, têm sido alvo de preocupação por grande parte desses, em virtude das crianças de hoje se apresentarem cada vez mais indisciplinadas e difíceis de lidar.


Perante as dificuldades apresentadas, os pais estão sempre em busca da melhor forma de educar, porém surgem dúvidas constantes de como proceder.


Na verdade, a necessidade de ser mais rígido na educação dos filhos está se tornando uma conduta normal em conseqüência dos inúmeros malefícios que a sociedade vem apresentando.


É fundamental que os pais ou os responsáveis pela formação educacional de um indivíduo, em especial a criança, comece a discipliná-la em casa, sendo a escola responsável por acrescentar valores.


Essa é uma questão importante a ser refletida, em função de muitos pais estarem confundindo o papel da escola quanto à educação do filho, muitas vezes invertendo os papéis, até mesmo devido a correria do dia-a-dia em busca de oferecer melhores condições para a família e automaticamente tornando-se ausente no ambiente familiar.


Considerando que nenhuma pessoa é educada de uma hora para outra, sendo a formação educacional um processo contínuo, alguns requisitos são fundamentais, sendo esses colocados com cautela de acordo com a necessidade de cada um:


• OBJETIVOS: ter consciência que as atitudes que serão tomadas serão com a intenção de educar a criança e, conseqüentemente, propiciar uma relação harmoniosa no ambiente familiar.


• CONHECIMENTO: os pais que possuem crianças acima de 2 anos de idade poderão passar por situações nas quais seu filho irá testá-lo e contestá-lo (birra, choro, esperneio, etc.) constantemente, com a intenção de não cumprir o que foi colocado.


• PACIÊNCIA: ponto de partida inicial para ter bons resultados.


• SACRIFÍCIO: ter em mente que educar exige sacrifício por parte de todos que estão envolvidos, mas principalmente de quem assume o papel de educador.


• ACORDO: é obrigatório que os pais estejam de acordo com as decisões e opiniões colocadas, de forma que jamais um retire a autonomia do outro, tirando a autonomia e mudando as regras. Tal conduta evita que a criança venha a confundir qual a melhor forma de agir, bem como perceber diante da incoerência do que é colocado pelos pais (proibições, explicações, regras, permissões...).


• FIRMEZA: a partir do momento que impor algo, deve sustentá-lo, criando o hábito de firmeza, construindo a segurança da criança.


• PERSEVERANÇA: adquirida na relação cotidiana é fundamental para que alcancem bons resultados. 
Por Elen Campos Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Teoria de Piaget

Construção do conhecimento:

A construção do conhecimento ocorre quando acontecem ações físicas ou mentais sobre objetos que, provocando o desequilíbrio, resultam em assimilação ou, acomodação e assimilação dessas ações e, assim, em construção deesquemas ou conhecimento. Em outras palavras, uma vez que a criança não consegue assimilar o estímulo, ela tenta fazer uma acomodação e após, uma assimilação e o equilíbrio é, então, alcançado.Josiane Lopes, (revista Nova Escola - ano XI - Nº 95), cita que para quando o equilíbrio se rompe, o indivíduo age sobre o que o afetou buscando se reequilibrar. E para Piaget, isso é feito por adaptação e por organização.

Esquema:

Autores sugerem que imaginemos um arquivo de dados na nossa cabeça. Os esquemas são análogos às fichas deste arquivo, ou seja, são as estruturas mentais ou cognitivas pelas quais os indivíduos intelectualmente organizam o meio.
São estruturas que se modificam com o desenvolvimento mental e que tornam-se cada vez mais refinadas à medida em que a criança torna-se mais apta a generalizar os estímulos.
Por este motivo, os esquemas cognitivos do adulto são derivados dos esquemas sensório-motores da criança e, os processos responsáveis por esses mudanças nas estruturas cognitivas são assimilação e acomodação.

Assimilação:

É o processo cognitivo de colocar (classificar) novos eventos em esquemas existentes. É a incorporação de elementos do meio externo (objeto, acontecimento, ...) a um esquema ou estrutura do sujeito.
Em outras palavras, é o processo pelo qual o indivíduo cognitivamente capta o ambiente e o organiza possibilitando, assim, a ampliação de seus esquemas.
Na assimilação o indivíduo usa as estruturas que já possui.

Acomodação:

É a modificação de um esquema ou de uma estrutura em função das particularidades do objeto a ser assimilado.
A acomodação pode ser de duas formas, visto que se pode ter duas alternativas:
  • Criar um novo esquema no qual se possa encaixar o novo estímulo, ou
  • Modificar um já existente de modo que o estímulo possa ser incluído nele.
Após ter havido a acomodação, a criança tenta novamente encaixar o estímulo no esquema e aí ocorre a assimilação.
Por isso, a acomodação não é determinada pelo objeto e sim pela atividade do sujeito sobre este, para tentar assimilá-lo.
O balanço entre assimilação e acomodação é chamado de adaptação.


Equilibração:

É o processo da passagem de uma situação de menor equilíbrio para uma de maior equilíbrio. Uma fonte de desequilíbrio ocorre quando se espera que uma situação ocorra de determinada maneira, e esta não acontece.

Estágios-Piaget


A partir de reflexos neurológicos básicos, o bebê começa a construir esquemas de ação para assimilar mentalmente o meio. A inteligência é prática. As noções de espaço e tempo são construídas pela ação. O contato com o meio é direto e imediato, sem representação ou pensamento.
Exemplos:
O bebê pega o que está em sua mão; "mama" o que é posto em sua boca; "vê" o que está diante de si. Aprimorando esses esquemas, é capaz de ver um objeto, pegá-lo e levá-lo a boca.


Também chamado de estágio da Inteligência Simbólica . Caracteriza-se, principalmente, pela interiorização de esquemas de ação construídos no estágio anterior (sensório-motor).
A criança deste estágio:
  • É egocêntrica, centrada em si mesma, e não consegue se colocar, abstratamente, no lugar do outro.
  • Não aceita a idéia do acaso e tudo deve ter uma explicação (é fase dos "por quês").
  • Já pode agir por simulação, "como se". 
  • Possui percepção global sem discriminar detalhes.
  • Deixa se levar pela aparência sem relacionar fatos.
Exemplos:
Mostram-se para a criança, duas bolinhas de massa iguais e dá-se a uma delas a forma de salsicha. A criança nega que a quantidade de massa continue igual, pois as formas são diferentes. Não relaciona as situações.


A criança desenvolve noções de tempo, espaço, velocidade, ordem, casualidade, ..., já sendo capaz de relacionar diferentes aspectos e abstrair dados da realidade. Não se limita a uma representação imediata, mas ainda depende do mundo concreto para chegar à abstração.
desenvolve a capacidade de representar uma ação no sentido inverso de uma anterior, anulando a transformação observada (reversibilidade).
Exemplos:
despeja-se a água de dois copos em outros, de formatos diferentes, para que a criança diga se as quantidades continuam iguais. A resposta é afirmativa uma vez que a criança já diferencia aspectos e é capaz de "refazer" a ação.


A representação agora permite a abstração total. A criança não se limita mais a representação imediata nem somente às relações previamente existentes, mas é capaz de pensar em todas as relações possíveis logicamente buscando soluções a partir de hipóteses e não apenas pela observação da realidade.
Em outras palavras, as estruturas cognitivas da criança alcançam seu nível mais elevado de desenvolvimento e tornam-se aptas a aplicar o raciocínio lógico a todoas as classes de problemas.
Exemplos:
Se lhe pedem para analisar um provérbio como "de grão em grão, a galinha enche o papo", a criança trabalha com a lógica da idéia (metáfora) e não com a imagem de uma galinha comendo grãos.

Observação: a maioria dos exemplos foram retirados da reportagem "Jean Piaget", escrita pela jornalista Josiane Lopes, da revista Nova Escola, ano XI, nº 95, de agosto de 1996.

Doença celíaca: intolerância ao glúten

 incidência da doença celíaca é maior em mulheres que em homens de 2 para 1. Seguir uma dieta sem glúten ainda é o melhor tratamento. Tire suas dúvidas!


Produtos derivados do glúten desencadeiam problemas ao organismo dos celíacos. / Foto: Think Stock


Por MADSON MORAES
Quem sofre da doença precisa ter a visão apurada e "olhos de lince". Isso porque precisa conferir direitinho, no pacote de qualquer alimento do supermercado, se há nas embalagens dos alimentos a seguinte informação: "contém glúten" ou "não contém glúten". O que pode parecer frescura para outra pessoa, para os portadores da doença é um detalhe importante que, se não observado com atenção, afeta profundamente a rotina.
Os celíacos são chamados assim por terem intolerância ao glúten, uma proteína encontrada no trigo, aveia, cevada, centeio e seus derivados como massas, pizzas, bolos, pães, biscoitos, cerveja, uísque, vodca e alguns doces, o que provoca dificuldade do organismo de absorver os nutrientes dos alimentos, vitaminas, sais minerais e água. Ou seja, em quase todo tipo alimentos que são tão caros à nossa alimentação. O glúten desencadeia problemas ao organismo das pessoas portadoras da doença celíaca.
"É uma doença genética, isto é, vem de pais para filhos. Ocorre com maior frequência nos familiares das pessoas que têm doença celíaca, diabetes mellitus e outras doenças autoimunes", explica Renato Riccio, cirurgião geral e gastroenterologista do Instituto Alpha de Saúde Integral.
Famosos, inclusive, sofrem e tornaram pública sua relação com a doença, como é o caso da atriz da TV Globo, Ísis Valverde, que precisa seguir uma dieta para manter-se saudável. No Brasil, a estimativa é de que uma em cada 600 pessoas enfrente problemas de saúde por não poderem ingerir a proteína.
A prevenção é o ponto forte para combater a doença. A doença celíaca normalmente se manifesta em crianças com até um ano de idade, no momento exato que começam a ingerir alimentos que contenham glúten e seus convidados. Segundo Renato, em alguns casos se manifesta somente na idade adulta, dependendo do grau de intolerância ao glúten, afetando homens e mulheres. Mas a incidência da doença celíaca é maior em mulheres que em homens: de 2 para 1.
Dessa forma, os celíacos devem seguir rigorosamente o único tratamento realmente efetivo: uma dieta estritamente sem glúten por toda a vida. “Quase 90% dos pacientes que seguem uma dieta livre de glúten melhoram em cerca de 2 semanas. Não existem medicamentos que previnam os danos nem que previnam o corpo de atacar os intestinos quando o glúten estiver presente”, afirma o médico Renato Riccio.

Tipos de alergias

Alergias a: alimentos, tinturas de cabelo, tecidos, metais, esmaltes. Conheça os tipos e como amenizar os sintomas.
 Não entre em pânico!


Por PAULA FACIROLI
A dermatologista Aline Barra explica o que causa cada alergia a seguir e o que você deve fazer para amenizar e preveni-las, confira:
ALERGIA ALIMENTAR - Ocorre quando o organismo está com a flora intestinal e o sistema imune imaturos. Filhos de pais alérgicos têm maior tendência. Os alimentos que mais dão reações são: leite, carne de porco, ovos, peixe, tomate, soja, laranja, banana, nozes, amendoim, trigo, chocolate, camarão e marisco. Os sintomas são dor abdominal, náusea, vômito, diarreia, sangramento gastrointestinal, coceira na boca ou na garganta, feridas e inchaço. Não há remédio para tratar a alergia alimentar. Os medicamentos são usados para tratamento dos sintomas, nas crises.
TECIDOS SINTÉTICOS - As crianças são as mais atingidas neste tipo de alergia. Para evitar contratempos, rejeite os sintéticos e invista no algodão e no linho no guarda-roupa do seu filho. Nos adultos, roupas guardadas por muito tempo podem causar alergias, principalmente as de lã.
TINTURA DE CABELO - Algumas pessoas têm alergia à amônia encontrada nas tinturas de cabelo. Coceira, calor na cabeça e vermelhidão são sintomas que podem levar, em casos graves, a intoxicação e falta de ar. A recomendação é fazer o teste de aplicação atrás da orelha antes de se aventurar a pintar as madeixas.
METAIS/BIJOUTERIAS - Pacientes com alergia a metais apresentam feridas na pele causadas pela sensibilidade ao níquel. A alergia pode se manifestar tanto no local exato de contato com o metal quanto em outras partes do corpo. Para melhorar a dermatite alérgica o paciente deve usar apenas ouro e prata legítimos.
ESMALTES E TATUAGENS - Há reações alérgicas a pigmentos usados em procedimentos de estética como tatuagens e esmaltes. São causadas por substâncias como o formaldeído e a mica presentes na composição das tintas. Neste caso, a alergia não se manifesta nas unhas ou na área atingida, mas geralmente no pescoço e nos olhos, depois de encostar a mão. A dica é usar pigmentação hipoalegênicas (baixo potencial alérgico).  

setembro 28, 2011

Nove Regras para Criarmos uma Criança Tímida




Autor: Jon Talber[1]

"A timidez é um aprendizado, um estado de comportamento criado por nós, do mesmo modo que se cria um hábito, como por exemplo, o colecionar carrinhos em miniatura, ou selos; ou a preferência por um refrigerante, ou a ver o belo como feio e vice e versa. 

Somos capazes de criar, tanto aquilo que preferimos e desejamos, quanto aquilo que repudiamos. E tudo isso são comportamentos, facetas psicológicas que depois de se tornarem partes integrantes de nossas personalidades, servirão para alguma coisa, e serão usadas, sejam para nos proporcionar insatisfações, ou satisfações.

É como um filho que criamos. Podemos lhes dar carinho e atenção, mas, não podemos nos assegurar que jamais terão contato com a coisa contrária e seguirão um caminho adverso. Um comportamento, depois de criado, ficará dormente, em estado de espera, ou será aplicado imediatamente, a depender da ocasião. Sem uso, jamais permanecerá, mesmo que o seja apenas em nossos sonhos inconscientes.

Com freqüência nos chegam as crianças tímidas. Não porque assim nasceram, mas porque foram fabricadas, criadas até de forma involuntária, uma vez que poucos, como pais e educadores, conhecem as regras a seguir. São observações simples, que podem ser facilmente constatadas, em nosso convívio diário, seja em casa ou na escola, seja entre incultos, ou cultos.

Evidentemente a lista não se presta a criar estados de timidez em quem quer que seja, mas, antes disso, serve como guia para nos inteirarmos das causas e assim evitarmos a criação de algum, estando ou não sob nossos cuidados.

Sempre compare sua criança com a criança do vizinho, ou do seu amigo, ou com seu irmão, especialmente quando se trata de uma habilidade que a mesma não possui. Cubra-a de elogios, de modo que cresça ofuscada pelo mimo caseiro, ocultando assim suas falhas, suas limitações de qualquer natureza, assim ela ficará surpresa quando o mundo lá fora a rejeitar, sem que ela compreenda o motivo. Revele, diante dos seus colegas, situações que lhe sejam embaraçosas, especialmente aquelas pequenas manias que ela tenta a todo custo ocultar; ou pequenas preferências, que antes eram apenas segredos caseiros. Mas antes saiba que, isso a fará sentir-se envergonhada, menor que as outras. Obrigue-a a ser irreverente, assim como a mais extrovertida da classe, ou da rua onde mora, indicando claramente que seu comportamento, que representa seu modo natural de “ser”, seja qual for ele, é considerado anormal, uma deformação. Defina “o ser” a mais bela das belas como sendo uma obrigação, assim ela poderá se olhar no espelho, e ao comparar-se com a beleza das outras e sentir-se impossibilitada de imitar, se sentir um traste, uma aberração digna de ser rejeitada pelo mundo. Ignore seus talentos naturais, sempre preferindo as qualidades dos outros; sempre tomando como referência os mais hábeis, os vencedores de fora, os famosos, mesmo sabendo que tudo aquilo são personalidades falsas, especialmente construídas para o mercado das aparências, do consumo. Faça-a sentir-se embaraçada na frente dos amigos ou convidados, com comentários jocosos, citando o modo como se veste, como anda, como fala, seus gostos pessoais, etc. Desse modo ela sentirá vergonha de se expressar, de estar diante dos outros, e tenderá a ver-se como uma coisa anormal, diante de um mundo de normais, que evidentemente, são diferentes de si. Menospreze suas opiniões, mesmo sabendo que uma criança ainda carece de experiência para tê-las com coesão. Ressalte as opiniões daqueles que sabem tudo, especialmente crianças superdotadas, ou as consideradas gênios, assim, doravante, ela sentir-se-á naturalmente insegura, temerosa de comentar qualquer coisa, de opinar, na sua presença e diante dos de fora. Esconda-lhe ou ignore suas limitações, assim, ao entrar em contato com o mundo real, lá fora, longe do seguro ambiente do lar, local onde se sente importante, quando de fato puder constatar que não o é, se sentirá humilhada e naturalmente fraca, sem saber lidar com a verdade óbvia, sem compreender o porquê das críticas sobre si. Agindo dessa forma, com certeza, em pouco tempo, terá diante de si uma criança capaz de temer até a própria sombra.

julho 27, 2011

Mensagem de Afeto


Todos nós temos necessidade de afeto.
 
Muitas vezes temos dificuldade em expressar
o que sentimos pelas pessoas,
achamos que elas sabem e que isso é suficiente.
Mas quem não gosta de um abraço,
um carinho, uma palavra amiga,
uma palavra de amor ?! Quem não precisa disso ?! 
Há pessoas morrendo de fome no mundo,
todos falam, mas quantas pessoas há que estão
morrendo de solidão ?!

Recebemos com freqüência mensagens
dizendo que devemos dizer às pessoas
o quanto as amamos porque nunca sabemos
se é a última vez que as estamos vendo. 

Isso é para aliviar nossa consciência no caso das pessoas
desaparecerem repentinamente.

Mas eu digo que devemos dizer às pessoas
que as amamos como se fôssemos
encontrá-las na manhã seguinte,
como se fôssemos encontrar um sorriso de volta,
ou ver um brilho todo especial provocado por nós.

Um dos maiores prazeres da vida é ver
a felicidade das pessoas que amamos. 

Há alguns anos escrevi uma frase para
uma pessoa num momento
em que ela não estava bem. 

Essa frase dizia assim:

"Não fique triste. 

Se você fica triste, fico triste. 

E eu não gosto de me ver triste..." 

Ela sorriu. 

E nessa frase aparentemente egoísta
eu acabei dizendo uma grande verdade. 

Sim, porque no fundo se não fazemos as pessoas
felizes por elas mesmas, que as façamos então por
nós mesmos.

Podemos saber que alguém nos ama e isso
nos deixa felizes, mas como expressar o tamanho da
felicidade que sentimos quando alguém
coloca isso em palavras, em gestos ?! 

Isso faz com que nos sintamos amados em dobro,
em triplo até.

Assim, é importante que as pessoas saibam
o quanto importantes são nas nossas vidas,
o quanto nosso dia pode ficar iluminado com um
sorriso ou um gesto inesperado. 

E luz é algo que quando carregamos nas mãos,
além de iluminar aqueles que nos cruzam,
iluminam a nós também.

Todo o amor que damos a alguém,
recebemos de volta como uma recompensa natural. 

Saber que alguém pensa na gente, que nos gosta
apesar da distância, enche a alma de paz, de serenidade...

É como um pouco de ar fresco numa janela quando
precisamos respirar. 

Renova o espírito ! 

E de espírito renovado como o dia pode ficar diferente,
como o mundo pode parecer diferente ?!...

Essa é minha pequena lição.

Não a que dei, mas a que aprendi.

INSTRUMENTOS AVALIATIVOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Claudenice Costa de Souza

 Entendendo a educação como um processo contínuo e cultural do ser humano, a infância se caracteriza como categoria histórica social de direitos a uma prática educativa de qualidade compreendendo as especificidades da criança. Logo, é imprescindível que vislumbremos o ser humano como ele é. Assim,  compreender o ser humano é compreender sua unidade na diversidade, sua diversidade na unidade. É preciso conceber a unidade do múltiplo, a multiplicidade do aluno (MORIM, 2000.p.55),
            Dentro dessa visão holística, a instituição infantil em creche e pré-escola, devem estar de acordo com a lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, aprovada em 20 de dezembro de 1996, no seu artigo 31, onde afirma que: “na Educação Infantil a avaliação far-se-à mediante acompanhamento e registro do seu desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental”.
            Sendo assim, a prática avaliativa da instituição de Educação Infantil, expressa no seu contexto escolar, deverá respeitar cada momento da vida da criança no seu tempo de ser e desenvolver, sendo, portanto, significativa.
            Para a garantia dos direitos da criança enquanto cidadão historicamente situado no contexto em que vive, a avaliação permite o acompanhamento das conquistas, dificuldades e possibilidades apresentadas durante a realização das atividades propostas, em que as situações de aprendizagem devem ser criadas para o seu desenvolvimento físico, intelectual, psicológico e social, com isso, percebe a importância do registro como forma de acompanhar o processo de desenvolvimento do aluno.Segundo Madalena Freire (1989,p.5)



“Porque é importante registrar? O ato de conhecer é importante? Então estar implícito o conhecimento como ato social a que esse educador faz história.  Não existe sujeito do conhecimento sem apropriação de história. É o registro que historifica o processo para a conquista do produto histórico. Possibilita também a apropriação e socialização do conhecimento E a construção da memória, como história desse processo”. 

            Sendo assim, o registro no processo avaliativo se torna um elemento indissociável do processo educativo. Processo educativo este apresentado como conjunto de ações que tem como função a observação, o acompanhamento, o registro para orientar e redirecionar o processo pedagógico como um todo. Deve, ainda, se constituir numa prática sistemática e contínua, tendo como princípio a melhoria da ação educativa, envolvendo a criança, a professora e a instituição. Segundo Jussara Hofmann (1992,p. 32), a avaliação é a reflexão transformada em ação, não podendo, portanto, ser estática nem ter caráter sensitivo e classificatório.
            Por conseguinte, não existe instrumento de avaliação capaz, por si só, de detectar a totalidade do processo de conhecimento de uma pessoa. Por isso, faz-se necessário pensar em instrumentos diversificados e possíveis de atender às especificidades do desenvolvimento e  aprendizagens das crianças.
            Diante das considerações pedagógicas explicitadas neste contexto, é importante que se definam instrumentos específicos para avaliação nas classes de educação infantil, considerando as singularidades e diferenças de cada proposta institucional e pedagógica da qual a criança participa. Assim sendo, por ser uma prática diagnóstica, processual e contínua, à avaliação é dado o atributo de responsável pelo processo de ensino e aprendizagem no trabalho educativo. À vista disso, se fez necessário que instrumentos avaliativos devessem ser definidos para que a avaliação infantil ganhasse efetivamente condições pedagógicas para ser implementada no âmbito educativo.
            Para tanto, esses instrumentos foram divididos em duas etapas: a primeira apresenta sugestões em que a professora pode escolher de acordo com o projeto de aprendizagem que está sendo desenvolvido pelas crianças, buscando atender as peculiaridades e objetivos propostos, são eles: dossiê, portfólio e atividades escritas. Na segunda etapa, são apresentados e os instrumentos necessários para o trabalho de acompanhamento, tanto da professora quantos da supervisão pedagógicos, que são: ficha de registro docente e relatório individual, das crianças. Cada um deles será explicitado a seguir:[i]
Dossiê: Atividade organizada individual ou coletivamente, obedecendo a uma seqüência cronológica no processo de desenvolvimento da criança, que, junto com a professora, pode ser colocada numa pasta ou colada no caderno, podendo ser uma atividade ao mês, por exemplo.
Portfólio: Instrumento de registro construído coletivamente durante o período estabelecido pelo grupo no projeto de aprendizagem, sem a necessidade de estar numa seqüência cronológica. Caracteriza-se pela comunicação escrita entre a professora e a criança ou entre as crianças da classe, objetivando a percepção das conquistas individuais e coletivas no processo de desenvolvimento das crianças. Pode-se construir um portfólio por classe para acompanhar  o desenvolvimento de um projeto de aprendizagem da criança. É importante considerar que o portfólio é um excelente instrumento para o registro e acompanhamento das atividades realizadas ao longo do desenvolvimento de um projeto. 
Atividades escritas: mimeografadas ou não, estas atividades devem ser elaboradas  conforme a proposta de aprendizagem que está sendo desenvolvido pelas crianças. Isto quer dizer que a professora e a supervisão pedagógica devem ter clareza quanto à internacionalidade educativa da atividade que será proposta, pois, além de estar relacionada à temática de trabalho do projeto, deve Ter significado real para as crianças.
            Nesse sentido, é importante evitar modelos estereotipados que em nada contribuem para o desenvolvimento da criança. É necessário que as atividades façam a criança pensar, refletir, buscar informações, duvidar, trabalhar individualmente e em grupos, estabelecer relações com o meio em que vive e com as experiências de aprendizagem criadas pelo projeto.
            Questões de ordem técnica devem ser consideradas pelos profissionais ao elaborarem as atividades escritas que serão realizadas pelas crianças, como: letra de imprensa maiúscula, clareza e objetividade nos enunciados, inserção de imagens ou desenhos quando necessários ao contexto das questões, número de itens de acordo com a fase de desenvolvimento das crianças, legibilidade quando mimeografadas e com organização espacial coerente, para que a criança possa se expressar livremente.
            Outra consideração importante para o trabalho com as classes de educação infantil, considerando a idade das crianças, é que as atividades ou registros só poderão ser entregues às crianças quando estas participarem de outras experiências de aprendizagem que envolva trabalho corporal e musical, em situações dentro e fora da sala de aula. Haja vista o envolvimento das práticas de falar, escutar, ler, escrever e contar através de jogos e brincadeiras, somente depois é que poderão sistematizar essas experiências numa atividade escrita.
            O dossiê, o portfólio e as atividades são instrumentos para serem utilizados pelas crianças e professores de acordo com a forma de sistematização das atividades propostas pelos projetos de aprendizagem que venham, efetivamente, contribuir nos registros sobre o desenvolvimento das crianças, buscando sempre melhores condições pedagógicas de planejamento para a ampliação das experiências de aprendizagem para todos envolvidos.
            Os instrumentos, tais como ficha de registros e relatórios, são necessários ao trabalho pedagógico nas classes de educação infantil e, para serem efetivamente utilizados precisam do compromisso político da professora para a prática de anotações diárias no seu caderno de planos sobre o trabalho realizado, o desenvolvimento das crianças, as dúvidas, as dificuldades e as conquistas. Assim sendo, o trabalho da supervisão pedagógica poderá oferecer possibilidades reais de formação em serviço quando realizado sob os apontamentos da professora e do seu cotidiano vivido com as crianças. É, portanto, um espaço de formação coletivo em que aprendeu junto o saber e o fazer pedagógico no trabalho com a criança da educação infantil. A concepção de cada um dos instrumentos supracitados está apresentada a seguir:
Ficha de registro docente: Instrumento de registro do desenvolvimento de cada criança observado pela professora e por outros profissionais da instituição durante a realização das atividades propostas. Tal ficha coletará dados para a construção do relatório individual feito durante o bimestre letivo, considerando as frases de desenvolvimento da criança e os objetivos do projeto de aprendizagem.
            Partindo do princípio de que, cada criança está em constante evolução cognitiva, acredita-se que a ficha irá registrar os avanços contínuos e progressivos no decorrer de um bimestre para o outro assim como as dificuldades apresentadas pela criança durante a realização das atividades propostas.
Relatório: Texto escrito que registra a ação da criança durante a realização das atividades propostas, contextualizando, nos objetivos dos projetos de aprendizagem e na internacionalidade pedagógica daquele período, as observações na ficha de registro de cada criança. As informações do relatório devem ser discutidas com a supervisão pedagógica para que sejam apresentadas, de fato as conquistas e também as dificuldades das crianças para que intervenções sejam planejadas com maior fidedignidade às necessidades e curiosidades das mesmas.
            O texto do relatório deve ser claro e objetivo, com linguagem acessível aos pais ou responsáveis das crianças, pois se constitui em instrumento necessário para o acompanhamento da família. Com as informações documentadas nas fichas e no relatório, os professores, a supervisão pedagógica e a direção da instituição poderão além de refletir, acompanhar e avaliar o trabalho realizado, cabendo à direção sistematizar os dados coletados e informar aos pais ou responsáveis a avaliação da aprendizagem das crianças. Fazendo isso, o trabalho pedagógico estará completando a ação da família e da comunidade, uma vez que a contribuição dos pais ou responsáveis é fundamental para o processo de organização do trabalho pedagógico da instituição.
            A organização e higiene dos instrumentos de avaliação utilizados nas classes de educação são questões de ordem técnica que implicam em práticas de cuidados que educam as crianças quanto à capacidade estática e de valorização do trabalho pedagógico da instituição.
            Assim, juntos todos, os instrumentos apresentados possibilitam que a instituição, através do trabalho pedagógico e administrativo realizado, sensibilize pais ou responsáveis para participarem e se envolverem nos projetos de aprendizagem realizados na instituição, acompanhando efetivamente o desenvolvimento e a aprendizagem das crianças. Pois, a atitude de registro do docente sobre o seu fazer diário implica uma postura de pesquisador, um momento que reflete a sua prática e cria condições de ensino que garantam o desenvolvimento e a aprendizagem da criança.
            Por fim, não é demais esclarecer que em nenhum momento deve-se atribuir valor numérico às atividades escritas ou orais realizadas pelas crianças. À vista disso, os registros do desenvolvimento e aprendizagem da criança serão feitos em fichas próprias, conforme já explicitado, com a finalidade de coletar dados para que o relatório seja construído pela professora ao final de cada bimestre, contextualizando as informações de momentos específicos da participação da criança nas atividades propostas.
            Nesse sentido, faz-se necessário que o professor tenha uma postura dialógica diante dos instrumentos avaliativos que são inseridos na Educação Infantil, para que os resultados sejam considerados de forma a possibilitar a construção do conhecimento das crianças, onde elas aprendem de modo integral, ou seja, exercitado o  desenvolvimento afetivo, social, cognitivo e intelectual.
REFERENCIA:
SOUZA, Claudenice Costa de. Monografia: Avaliação na Educação Infantil. Barreiras-BA. Universidade do Estado da Bahia -UNEB, 2005.
BRASIL, Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil.  Brasília: MEC/SEF 1986.
BRASIL.  Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.  9394/96.
CAPPELLETTI, I.  F. (org). Avaliação Educacional: fundamento e práticas. São Paulo: Ed. Articulação Universidade /Escola, 1999.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Dicionário Aurélio. Rio de Janeiro: Editores LTDA, 1986.
FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários á prática educativa.  27ª. São Paulo: Paz e Terra, 2003.
FREIRE; Paulo. Pedagogia da esperança. Um reencontro com a pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro; Paz e Terra; 1992.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5.ed.São Paulo: Atlas, 1999.
HOFFMAMN; Jussara. M.L. Avaliação: Mitos e desafio. Uma perspectiva construtiva. Porto Alegre: Educação e realidade. 1991.
HOFFMAMN; Jussara; Avaliação mediadora uma prática em construção da pré-escola á universidade. Porto alegre. Editora Mediação 9ª edição. 1993.
HOFFMANN, J. Pontos e Contrapontos. 2ª. Porto Alegre: Mediação, 1999.
LIBANEO, J.C. Democratização da Escola Pública. 8ª. São Paulo: Loyola, 1989.
LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogia e Pedagogo, para quê? 2.ed. São Paulo: Cortez, 1999
LIMA, A.de º Avaliação Escolar: julgamento ou construção? Petrópolis: Vozes, 1994.
LUCKESI, C.C. Avaliação da Aprendizagem Escolar. São Paulo: Cortez, 1995.
MEDIANO, Z. & LUDKE, M. Avaliação na Escola de 1ª Grau: uma análise sociológica. 2ª. Campinas. SP: Papirus, 1994.
PERRENOUD, P. Avaliação: da excelência á regulação das aprendizagens. Porto Alegre: Artmed, 1999.
VASCONCEILLOS; Celso dos Santos; Avaliação da Aprendizagem; prática de mudança por uma práxis transformadora. São Paulo. 1998.


[1] Claudenice Costa de Souza, Pedagoga, Especialista em Educação Infantil pela Universidade do Estado da Bahia- UNEB, Mestranda em Ciências da Educação pela Universidade Intercontinental - UTIC

junho 02, 2011

Livros sobre a Festa Junina (bibliografia indicada)

Carnaval e Festas Juninas - Coleção Você Sabia ? Sítio do Picapau Amarelo Autor: Mendes, Miguel
Editora: Globo Editora
Como é bom Festa Junina – Volume I Autor: Avi, Ivã Ramon do Amaral
Editora: Esfera

Como é bom Festa Junina – Volume II Autor: Vários
Editora: Esfera

Festas Juninas Autor: Brandão, Toni
Editora: Studio Nobel

Brincadeiras na Festa Junina Autor: Oshima, Célia / Martinez, Eliane
Editora: Paulinas

Festas Juninas (livro de culinária) Autor: Capuani, Rosalina M.
Editora: Pancast

Festas e delícias juninas (livro de culinária) Autor: Melhoramentos
Editora: Melhoramentos

Comidas de Festa Junina

Toda Festa Junina deve contar com os pratos típicos, pois eles fazem parte da tradição desta importante festa da cultura popular brasileira. São doces, salgados e bebidas que estão relacionados, principalmente, à cultura do campo e da região interior do Brasil. Podemos destacar que muitos cereais (milho, arroz, amendoim) estão na base de grande parte das receitas destas comidas. O coco também aparece em grande parte das receitas, principalmente dos doces.

As principais bebidas e comidas de Festa Junina:

- Arroz Doce

- Bolo de Milho Verde

- Baba de moça

- Biscoito de Polvilho

- Pipoca

- Curau

- Pamonha

- Canjica

- Milho Cozido

- Suco de milho verde

- Quentão (bebida feita com gengibre, pinga e canela)

- Biscoito de Polvilho

- Batata Doce Assada

- Bolo de Fubá

- Bom-bocado

- Broa de Fubá

- Cocada

- Cajuzinho

- Doce de Abóbora

- Doce de batata-doce

- Maria-mole

- Pastel Junino

- Pé de moleque

- Pinhão

- Cuzcuz

- Quebra Queixo

- Quindim

- Rosquinhas de São João

- Vinho Quente

- Suspiro